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FECUNDIDADE

Mulheres estão tendo filhos mais tarde em Canoas, aponta dados do IBGE

Números de filhos também está em queda, de acordo com os resultados preliminares do Censo 2022

Publicado em: 08/07/2025 às 18h:17 Última atualização: 08/07/2025 às 18h:20
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A decisão de ter filhos ou não e em qual idade são questionamentos cada vez mais presentes na vida das mulheres. Essa mentalidade, acompanhada do empoderamento, do nível de instrução e da independência financeira é uma tendência global. E no nosso País não é diferente, segundo os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final de junho. 

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Canoenses estão tendo filho mais tarde, de acordo com dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (27) | abc+



Canoenses estão tendo filho mais tarde, de acordo com dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (27)

Foto: PAULO PIRES/GES

Os dados dos resultados preliminares das amostras sobre fecundidade mostram que as brasileiras estão escolhendo ter menos filhos e mais tarde em suas vidas. Essa tendência é registrada em Canoas. No comparativo com os dados de 2010, o número de canoenses com filhos, entre 18 e 34 anos, diminuiu. A queda também é notada entre as mulheres com 45 e 49 anos, idades próximas do fim do período reprodutivo. 

Mas o cenário é diferente nas moradores da cidade entre 35 e 44 anos. O número de mães nesta faixa etária aumentou entre 2010 e 2022. (Confira os números abaixo)

Além de Canoas, a leitura é feita quando se olha para o Rio Grande do Sul, demais estados e regiões. Em todos eles, a média de idade das mães aumentou. Isso significa que as mulheres que estão escolhendo ter filhos fazem isso mais tarde. 

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“O que verificamos para o Brasil, que foi o padrão de envelhecimento da fecundidade durante os censos, também verificamos para as cinco regiões”, observa a pesquisadora e demógrafa da Gerência de Análises Demográficas do IBGE, Marla Barroso Franca, durante apresentação dos dados em um seminário na Universidade de Brasília (UnB).  

Números da fecundidade em Canoas 2010 – 2022

12 a 14 anos: 38 – 146
15 a 17 anos: 399 – 119
18 ou 19 anos: 745 – 352
20 a 24 anos: 4.987 – 3.275
25 a 29 anos: 7.906 – 5.884
30 a 34 anos: 9.921 – 8.746
35 a 39 anos: 9.522 – 11.220
40 a 44 anos: 10.138 – 12.210
45 a 49 anos: 11.038 – 9.661

Total de filhos por mulher também diminuiu 

Junto com a maternidade mais tarde, o número de filhos por mulher também apresenta mudanças entre 2010 e 2022. Neste período, aumentou o número de mães com um ou dois filhos, enquanto que há redução de três filhos ou mais. 

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1 filho: 27.308 – 34.856
2 filhos: 29.888 – 34.255
3 filhos: 17.761 – 16.953
4 filhos: 7.948 – 7.482
5 filhos: 4.215 – 3.442
6 filhos ou mais: 5.927 – 3.269

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Gravidez na adolescência preocupa 

Relação sexual com jovens de até 14 anos é considerada estupro de vulnerável pela legislação brasileira. E as informações do IBGE chamam a atenção: entre 2010 e 2022, houve aumento de 284% no número de meninas de 12 a 14 anos que engravidarem e deram a luz em Canoas. 

Já entre as adolescentes de 15 a 17 anos, mesmo em queda, o número também expõe um cenário longe do ideal. Foram 119 mulheres que foram mães nesta faixa etária. Além da pouca idade, uma gravidez nesta idade pode trazer riscos à saúde da mulher e do filho, junto com o impacto na escolaridade e independência financeira. 

As amostras divulgadas são preliminares. A divulgação contemplou informações sobre fecundidade e parto de mulheres de 12 anos ou mais de idade, separados por idade da mãe, cor ou raça e nível de instrução. Os números também podem ser consultados a nível de Brasil, grandes regiões, estados, municípios e outros recortes geográficos disponíveis no site do IBGE.

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Junto com o tema fecundidade, o órgão também trouxe um panorama sobre a migração, temas que influenciam na dinâmica da população. Os dados disponíveis devem ser usados para embasar políticas públicas voltadas nestas duas áreas.  

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