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Obra do muro da Cassol é reiniciada e deve ser entregue em setembro

Construção que integra dique do Rio Branco ficou parada por quatro meses para readequação do projeto

Publicado em: 17/03/2025 às 16h:28 Última atualização: 17/03/2025 às 17h:53
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Após paralisação em novembro do ano passado, a obra do muro de contenção da Cassol, no bairro Rio Branco, foi reiniciada nesta segunda-feira (17). A construção integra o sistema de proteção contra cheias da região e deve ficar pronta em setembro, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Reconstrução. 

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Prefeitura reinicia obra do muro de contenção da Cassol nesta segunda-feira (17) em Canoas



Prefeitura reinicia obra do muro de contenção da Cassol nesta segunda-feira (17) em Canoas

Foto: Paulo Pires/GES

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Localizado próximo ao Rio Gravataí, na divisa com Porto Alegre, o muro de concreto armado terá 108 metros de extensão e deve proteger a cota de 6,5 metros de altura. A obra segue as etapas de fundação, correção do solo e construção da estrutura de concreto. A estrutura substitui o muro que havia antes e que não era projetado para o cenário de cheia que o município viveu ano passado. 

Todo o processo está previsto para ser feito em seis meses, como detalha o secretário de Obras, Victor Hampel. “Agora é um muro estruturado. Um muro de concreto armado, feito por um projetista estrutural e certificado pelos engenheiros do corpo técnico da Prefeitura de Canoas para ser um muro que aguente a carga de água.”

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A empresa Aahbrant é a responsável pelo projeto e obra. O cronograma foi readequado para a execução no período proposto e o contrato nº 218/2024, com valor total estimado de R$ 1.089.000,00, deve receber aditivos. “Para poder fazer as correções que foram solicitadas para atender tecnicamente ao que a Transpetro pediu. Tanto na questão estrutural, quanto na questão de solo para poder proteger o duto”, explica Hampel. 

A obra do muro da Cassol é financiada com recursos do fundo do sistema de proteção da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). 

Contrato ficou paralisado por quatro meses

Iniciada em outubro de 2024, a construção do muro do Cassol foi paralisada um mês depois, em novembro, para readequações no projeto. As alterações foram solicitadas pela Transpetro, responsável pelo Terminal de Niterói (Tenit), que demonstrou preocupação com os dutos que passam no local. 

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Durante o único mês que ficou em execução, foram feitas a limpeza do terreno e a instalação das estruturas necessárias para a obra. 

Associações de moradores acompanham reinício

O recomeço da construção do muro da Cassol marca as ações, e as cobranças da população, para a proteção da cidade contra cheias. As associações de moradores dos bairros Rio Branco e Fátima estiveram representadas no ato desta segunda-feira.

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“Como temos uma comissão junto com a Prefeitura, temos a missão de levar o máximo de informações para a comunidade e cobrar o poder público. É bom saber cada evolução e informar os moradores como está a situação, seja ela boa ou ruim”, afirma a presidente da Associação de Moradores de Bairro Rio Branco, Danieli de Oliveira Alves.

O morador do Fátima, Diedison de Souza, que integra o SOS Fátima, quis ver de perto como está a situação do muro. “Precisamos de um cronograma claro. Precisam informar se a drenagem está funcionando, se as casas de bombas estão funcionando. O sistema não passa segurança e as pessoas precisam ser tranquilizadas”, cobra.

As entidades tiveram uma reunião com a Prefeitura de Canoas na semana passada. “Nós recebemos a pouco tempo, no gabinete na Prefeitura, uma comissão de moradores que foram manifestar a sua preocupação. Hoje, eu quero transmitir a eles e a toda cidade de Canoas que o nosso governo está trabalhando muito para realizar a entrega dessas obras para a nossa comunidade”, afirma o prefeito Airton Souza.

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Projetos até o final de abril

O muro da Cassol integra o dique do Rio Branco que, assim como o do Mathias Velho, possuem projetos que ainda estão em andamento. De acordo com a SMO, as empresas contratadas são responsáveis pelos estudos, projeto e execução da obra. Os projetos estão em andamento. Os cronogramas de execução serão definidos após a conclusão.

“É por isso que até agora, a nível de alteamento, não foi feito absolutamente nada desde o ano passado porque tem que ter os projetos concluídos. Não é só chegar e subir os diques de qualquer forma. O simples alteamento por si só pode botar em risco toda a parte mecânica do dique”, afirma o secretário de Obras. A proposta é ter todos os projetos concluídos e certificados pela engenharia até, no máximo final de abril.

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A respeito do dique do bairro Mato Grande, a pasta esclarece que o projeto já está pronto desde 2012. Na semana passada, a Prefeitura de Canoas fez uma vistoria na construção da estrutura, iniciada em setembro de 2024, que está 14% concluída.

Município aguarda recursos

Para executar todos esses projetos, a administração municipal calcula ser necessário mais de R$ 500 milhões, além da modernização das casas de bombas e construção das casas números 9 e 10.

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“A Prefeitura está correndo atrás dos recursos porque o projeto já tem. Já tem as licitações, já tem a maioria dos contratos assinados. Então, o que nós precisamos é que o governo do estado, junto com o governo federal, destine o recurso que é devido a Canoas. Já existe o aporte do recurso no fundo que foi criado pelo governo federal para a realização das obras”, declara o prefeito Airton Souza.

O mandatário ainda afirma que está em constante diálogo com os governos estadual e federal. “Muita conversa. Muitas idas a Brasília. Muitas conversas com a Casa Civil, com a Defesa Civil, com o governo do estado e inclusive com o Ministério Público, que estão monitorando junto conosco.”

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