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"RISCO DE MORTE"

Paciente do HU aguarda transferência desde setembro para tratar problema no coração

Paulo Ricardo Borges Dias precisa de aparelho que evita morte súbita cardíaca; hospital afirma que transferência depende do sistema de regulação do Estado

Publicado em: 05/01/2026 às 14h:27 Última atualização: 05/01/2026 às 14h:27
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“Sua condição clínica é delicada, com risco iminente de morte súbita devido a arritmias ventriculares graves.” Esse é um trecho do atestado que descreve o quadro de saúde do segurança Paulo Ricardo Borges Dias, 52 anos. O paciente está internado no Hospital Universitário de Canoas (HU) desde setembro, aguardando transferência que depende do Estado.

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 17/09/25  HU - PARALISAÇÃO  MÉDICOS | abc+



17/09/25 HU – PARALISAÇÃO MÉDICOS

Foto: Paulo Pires/GES

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Tudo começou com um infarto no dia 17 de setembro. Inicialmente, Dias foi atendido no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), mas logo foi transferido para o HU para receber tratamento. E, desde então, também aguarda transferência para outro hospital, segundo o atestado, assinado pela médica Thais Marson Meneguzzo.

Atestado Paulo Ricardo Borges Dias | abc+



Atestado Paulo Ricardo Borges Dias

Foto: Reprodução

Enquanto isso, no dia 19 de setembro, a equipe médica realizou um cateterismo. O procedimento consiste na inserção de um cateter (fio longo e fino) em um vaso sanguíneo até o coração, diagnosticando e tratando obstruções.

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Mas durante a recuperação, o paciente apresentou arritmia e teve uma segunda parada cardíaca. A conclusão é que Dias necessita de um Cardiodesfibrilador Implantável, equipamento conhecido como CDI. O aparelho detecta arritmias graves, como taquicardias e fibrilações, e as interrompe, evitando morte súbita cardíaca. É parecido com o marca-passo, mas esse é usado em casos de batimentos lentos e pausas.

“Fiz exames aqui no HU e o diagnóstico foi que eu deveria fazer um CDI, colocar um dispositivo cardíaco no coração. Infelizmente esse procedimento não tem no HU e tenho que ser transferido pra Porto Alegre”, conta o segurança.

No atestado mais recente, assinado no dia 19 de dezembro, a urgência da transferência para outro hospital é reforçada. “Sua condição clínica é delicada, com risco iminente de morte súbita devido a arritmias ventriculares graves, tornando o implante do dispositivo uma necessidade urgente e inadiável. Diante da gravidade do caso e risco vital envolvido, reforço a necessidade emergencial da implantação de CDI com máxima urgência, a fim de garantir ao paciente a chance de continuar sua jornada com segurança.”

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“É bem complicado tudo isso que está me acontecendo. Já passei o Natal, o ano-novo e nada de dizerem quando vou ser operado, quando vou ser transferido. Ninguém me fala nada”, desabafa o segurança.

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O que diz o HU

Segundo o Hospital Universitário de Canoas, toda a assistência médica está sendo prestada ao paciente. No entanto, a transferência é algo que depende do sistema de regulação de internações hospitalares do SUS, o Gerint. Ou seja, não está mais ao alcance do hospital. 

“O procedimento que o paciente precisa não é habilitado no HU, o que exige uma transferência para outro hospital. Desde que foi recebido na instituição, o caso foi encaminhado com a devida urgência e presteza. Todo o acompanhamento médico e clínico está de acordo com o protocolos assistenciais e as boas práticas em saúde e, sem um aceite do Estado, não é possível prever data de transferência ou prazo para realização do procedimento.

O que diz o Estado

Questionada nesta sexta-feira (2), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que não pode comentar casos específicos de pacientes a terceiros em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

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Ainda em nota, informou que os pacientes que necessitam de atendimento especializado, assim como Dias, são regulados de acordo com avaliação dos médicos do município de origem e da Central de Regulação.

“É esta avaliação que determina as prioridades, a situação de saúde, entre outros critérios. O paciente ou seus familiares devem acompanhar seu pedido junto ao hospital ou ao seu município de origem. A piora na situação de saúde do paciente deve ser relatada ao médico assistente”, completa.

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