Para evitar novas ocupações em áreas atingidas pela enchente de maio de 2024, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Nova Santa Rita iniciou a recuperação ambiental desses locais.
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Foto: Divulgação/PMNSR
A estratégia combina revegetação e preservação permanente, com o objetivo de evitar novas ocupações em zonas sensíveis e reduzir problemas futuros para o município e para as famílias.
O trabalho inclui o plantio de 500 mudas de árvores nativas em 38 lotes, principalmente nos bairros Berto Círio e Morretes, considerados os pontos mais críticos. As áreas onde antes havia residências foram contempladas pelo programa Compra Assistida, que viabilizou a relocação das famílias atingidas.
“O trabalho começou recentemente porque o município aguardou a janela de plantio adequada. Até o momento, temos oito lotes concluídos. Nesses lotes havia residências onde as famílias moravam antes da enchente”, esclarece a biológa Marielei Rosatto.
Demolição de imóveis em áreas de risco
Nos últimos dias, a Defesa Civil Municipal intensificou a demolição de imóveis localizados em áreas de risco que anteriormente eram ocupados por famílias contempladas pelo Programa Compra Assistida. Nesta semana, mais uma residência foi demolida, dando continuidade ao processo de desocupação definitiva dessas áreas vulneráveis.
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Foto: Rafael Rezende/PMNSR
Após a demolição e a limpeza dos terrenos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente inicia a recuperação ambiental dos espaços, realizando o plantio de mudas de árvores nativas. A medida transforma antigas áreas de moradia em espaços permanentes de preservação ambiental, impedindo novas ocupações irregulares e contribuindo para a proteção dos recursos naturais.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Tiago Chuaste, ressaltou que as demolições representam uma medida essencial para reduzir riscos e evitar que novas famílias sejam expostas às áreas suscetíveis a enchentes.
“A retirada dessas estruturas é uma etapa fundamental da gestão de risco. Além de eliminar construções que permaneceram em áreas vulneráveis, evitamos novas ocupações e fortalecemos o trabalho de prevenção desenvolvido pela Defesa Civil. Nosso objetivo é garantir que esses locais retornem à sua função ambiental, reduzindo os impactos de futuros eventos climáticos e oferecendo mais segurança para toda a população”, destacou.
Áreas de Preservação Permanente
As áreas contempladas fazem parte de Áreas de Preservação Permanente (APPs), protegidas por legislação ambiental e fundamentais para a contenção de alagamentos, preservação dos cursos d’água e manutenção do equilíbrio ecológico. Em média, cada terreno recebe entre 15 e 20 mudas de espécies nativas, consolidando o processo de recuperação ambiental após a demolição das casas.
Segundo a Defesa Civil de Nova Santa Rita, 43 residências condenadas pela enchente já foram demolidas, e outras 26 ainda aguardam a conclusão do processo. A previsão é encerrar os trabalhos até o fim de agosto. A medida busca eliminar estruturas de risco e impedir que as mesmas áreas voltem a concentrar moradias vulneráveis a novas enchentes.