A Prainha do Paquetá acordou debaixo d’água na manhã desta sexta-feira (20). Isso porque a água do Rio dos Sinos “saiu da caixa”, como dizem os moradores, e invadiu vias, inundando pátios e casas.
Os pescadores não saíram de casa, mas muitos removeram os barcos da área inundada para a parte seca, auxiliando no transporte para quem precisa ir e voltar da área.
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Foto: Paulo Pires/GES
Segundo o pescador Evair Lopes, 52 anos, foi a partir da tarde desta quinta-feira (19) que parte da população passou a deixar o Paquetá. “Quem tem a casa mais alta, fica por aqui. Mas os outros saíram assim que a água começou a tomar conta da rua”, explica.
O também morador da região, Jair Santos, 42, retirou seu barco na manhã desta sexta. “O pessoal muito pouco sai. Todo mundo fica em casa. Já estão acostumados. A casa são altas, quem tem a casa baixa levou as coisas”, conta.
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A Defesa Civil de Canoas esteve no local na manhã desta sexta-feira e, posteriormente, o Corpo de Bombeiros, com estrutura para averiguação da situação e resgate, caso necessário.
De acordo com a Prefeitura, cestas básicas foram entregues para os moradores. Animais de estimação também foram resgatados e castrados. Ainda segundo a Administração municipal, a região seguirá sendo monitorada neste final de semana.
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Uma centena de famílias vivem no Paquetá, no entanto não é possível, por enquanto, precisar quantas permanecem em casa diante da elevação do Rio dos Sinos. Em São Leopoldo, o nível está em 4,45 metros, de acordo com a medição do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Colaborou: Nicole Goulart