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SAÚDE

Prazo de 120 dias é pouco tempo, afirma Airton Souza durante vistoria no HPS de Canoas

Administração vai discutir prazo mínimo com empresa responsável pelas obras

Publicado em: 21/01/2025 às 12h:40
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Fechado para obras desde dezembro de 2024, o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC) passou por uma vistoria nesta terça-feira (21). O prefeito Airton Souza, acompanhado do vice, Rodrigo Busato, e de vereadores estiveram nas instalações do hospital, no bairro Mathias Velho. 

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De acordo com a administração municipal, o prazo de 120 dias para conclusão da reforma não é o suficiente para atender as demandas. “Essa expectativa quem criou foi o governo anterior, de uma maneira até irresponsável, sabendo que não será possível entregar em 120 dias. Estamos conversando com a empresa, que foi a vencedora aqui, para exigir o mínimo de tempo para que a obra seja entregue”, afirma Airton.

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Hospital de Pronto Socorro de Canoas está em obras desde dezembro de 2024 após ser atingido pela enchente



Hospital de Pronto Socorro de Canoas está em obras desde dezembro de 2024 após ser atingido pela enchente

Foto: Nicole Goulart/Especial

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A Prefeitura também não foi informada pela empresa responsável pela reforma sobre a porcentagem de conclusão ou andamento da obra neste primeiro mês. “Não chegaram a concluir ontem, quando seria fechada a primeira medição. Não concluíram a primeira etapa, então nem isso pode ser feito. Está realmente muito atrasado, muito aquém do que deveria estar acontecendo”, observa.

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Obra tem prazo máximo de 12 meses

Conforme contrato assinado com a Elmo Eletro Montagens LTDA, a obra de reforma tem prazo de execução de 120 dias e o documento tem vigência máxima de 12 meses. A ordem de início dos serviços foi assinada no dia 9 de dezembro de 2024 e, simbolicamente, no dia 11. As informações estão disponíveis em uma placa na frente do hospital.

Para o secretário municipal de Saúde, Eduardo Bermudez, a administração vai buscar um prazo entre os 120 dias e os 12 meses previstos no contrato. “Nós vamos tentar encontrar um meio termo, em torno de seis, sete meses. Mas acelerando o máximo possível”, ressalta. 

“A expectativa é que nós consigamos, no menor tempo possível, atender a nossa comunidade aqui no hospital”, reforça o prefeito.

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Obras não devem ser concluídas dentro de 120 dias, segundo nova gestão municipal



Obras não devem ser concluídas dentro de 120 dias, segundo nova gestão municipal

Foto: Nicole Goulart/Especial

Atualmente, são 15 trabalhadores efetuando o serviço, sendo 11 no turno da noite, de acordo com a Elmo Eletro Montagens LTDA. Além dos poucos trabalhadores, a empresa já apresentou à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) algumas demandas em relação ao projeto de reforma.

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“Estamos fazendo reuniões duas semanais com todos os envolvidos para reprogramar, portanto, o cronograma desta obra. O que nós queremos é acelerar agora, com reuniões e ações específicas para que possamos cumprir com todas as medições e então a Caixa poderá liberar os recursos que já estão destinados”, afirma o secretário.

O titular da pasta reforça que os valores da reforma serão mantidos. “Nós temos recursos do Estado para atendermos a necessidade da obra e de equipamentos. Não há necessidade de correr atrás”, explica.

Reforma conta com recursos federais

A empresa Elmo Eletro Montagens LTDA, vencedora do pregão eletrônico emergencial realizado em novembro, é a responsável pelas obras do HPSC. O investimento será de R$ 13.390.000 com recursos federais a serem repassados pela Caixa Econômica Federal, conforme informado pela prefeitura.

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Reforma no HPSC tem prazo máximo de 12 meses e conta com recursos federais



Reforma no HPSC tem prazo máximo de 12 meses e conta com recursos federais

Foto: Nicole Goulart/Especial

De acordo o edital estão previstas obras de reforma arquitetônica; instalações hidrossanitárias; instalações elétricas/telecom/chamadas de enfermagem; sistemas de climatização/exaustão; instalações de gases medicinais; Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) e de paisagismo.

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O serviço deve ser prestado por um período de 12 meses. Os trabalhos também são acompanhados pela administradora do hospital, o Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS).

Lista de espera

A reforma do HPS de Canoas é uma das questões em aberto na área da saúde do município. Com a instituição fechada, os atendimentos estão sendo realizados no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava, o que sobrecarrega as estruturas.

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O cenário se tornou uma preocupação para o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers). A entidade aponta superlotação, estrutura precária e lista de espera para consultas, exames e cirurgias. O HPSC é referência para 102 municípios, enquanto que o HNSG, para 43 cidades.

“Nós ainda estamos fazendo um diagnóstico. Faz 21 dias que assumimos a prefeitura. Então, não conseguimos chegar ainda a esse resultado que nos dê essa amplitude. Mas estamos trabalhando muito para entregar um serviço qualificado”, comenta o prefeito. 

Questionado sobre a fila de espera, a SMS informou que ainda não tem os dados compilados, apenas dos exames de mamografia. “Ainda não temos os números exatos. Nós vamos definir nesta semana”, destaca.

“Iniciamos o atendimento da mamografia. De 2.200 já chegamos a 1.200 já executadas. Acreditamos que em mais de 20 dias estaremos com total redução da fila de mamografia. E assim, iremos fazer os outros mutirões”, explica.

O que diz a gestão anterior

Por meio de nota, a gestão do ex-prefeito Jairo Jorge se manifestou sobre a reforma do HPSC na tarde desta terça-feira (21). Confira a íntegra do documento:

A gestão anterior realizou licitação e contratou a empresa vencedora com um cronograma físico/financeiro que previa a conclusão das obras em 120 dias.

Ressaltamos que não houve em momento algum discordância quanto a esse prazo, nem ao menos impugnação ao edital a respeito do prazo diante do cronograma físico/financeiro. A empresa tem liberalidade, junto à fiscalização, em optar por trabalhar 24 horas por dia ou ampliar o número de trabalhadores afim de cumprir o cronograma estabelecido e acordado entre ambos.

Portanto, cabe a atual administração municipal fiscalizar esse cronograma e o andamento das obras. Se a partir de 1° de janeiro houve alguma flexibilização sobre o que consta nos itens e prazos da licitação realizada e no contrato assinado é uma irresponsabilidade da gestão que agora comanda a Prefeitura e deve haver responsabilização por não ter notificado a empresa contratada quanto ao cumprimento do cronograma e os motivos pelos atrasos.

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