
Foto: PAULO PIRES/GES
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Conforme informação divulgada pela Prefeitura de Canoas, os prognósticos e níveis atuais dos rios, na manhã desta segunda-feira (30), não indicam que as cheias possam atingir o Município ao longo do dia.
A Defesa Civil aponta que não há mostras de que as águas das cheias do Rio Gravataí afetem nas próximas horas até mesmo as cidades vizinhas que fazem limite com Canoas, antecedendo danos em solo canoense.
Já quanto a situação na capital Porto Alegre, os efeitos da inundação do Guaíba são sentidos em áreas ribeirinhas na Zona Sul, que geograficamente fica em um nível mais baixo, e são observados com atenção.
A reportagem do DC circulou por Canoas nesta segunda-feira, observando que as águas do Rio dos Sinos permanecem inundando a Praia do Paquetá e parte da popular Rua da Barca.
À parte os dois pontos considerados alagadiços, havia água acumulada novamente na Rua Antônio Wobeto, no bairro Mato Grande, justamente na região da chamada Vala da Madrinha.
O local já havia apresentado problema na noite do último sábado (28), quando a água transbordou e encheu a via. Foi necessária concentração de esforços ao longo da noite por parte da Prefeitura.
Bombas auxiliares foram instaladas na Vala da Madrinha, de modo a escoar a água. A intervenção deu certo e, já durante a madrugada de domingo (29), era possível observar a pista seca.
“Isso aqui enche toda a vida que sobe o Rio dos Sinos”, reclama Tenório Luís Santos. “Entra e sai inverno e continua igual. Enquanto não criarem uma barragem, continua assim”, opina o aposentado com 64 anos.
Monitoramento
A movimentação era grande, na manhã desta segunda, também na área da Avenida Guilherme Schell, no limite entre Porto Alegre e Canoas, onde, a todo momento, veículos e pedestres paravam para observar a cheia do Gravataí.
O recuo observado nas águas do Gravataí ao longo do final de semana já não pode ser observado, porém, o pátio da Transpetro e, principalmente, da Cassol Center Lar, está seco.
Moradora do Rio Branco, Gabriele Cortes, 44 anos, a caminho do trabalho, resolveu parar em cima da ponte para observar o nível do rio. Respirou aliviada ao notar as águas “comportadas.”
“Eu pensei que estaria bem pior, depois de tudo o que disseram”, comentou a vendedora externa. “Mas o rio está comportado e não saiu da caixa, o que já deixa a gente mais tranquilo.”