O Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) convocou para essa segunda-feira (4) uma nova assembleia geral para discutir os rumos da greve, iniciada no dia 22 de abril.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
O chamamento ocorreu pelas redes sociais. Na agenda desta segunda, estão previstas reunião do comando de greve e diretoria, às 9 horas, no auditório do Sinprocan; às 11 horas, reunião com representantes; e às 14 horas, a assembleia, no ginásio do Sindicato dos Metalúrgicos.
“Nesta segunda-feira, temos uma assembleia muito importante, que vai definiri os rumos da nossa greve histórica. A participação de cada um é fundamental. Contamos com a presença de todos. Juntos vamos definir o melhor caminho para exigir o respeito que nossa categoria merece”, disse a presidente do sindicato, Simone Riet Goulart.
Projetos aprovados impactam
Na quinta-feira (30), em uma sessão extraordinária, a Prefeitura de Canoas conseguiu aprovar dois projetos de lei junto à Câmara de Vereadores de Canoas.
As matérias tratam do plano de carreiras e remuneração do magistério e dos demais servidores públicos. Ambas podem trazer consequências para a negociação da greve dos professores.
O projeto principal, de nº 18/2026, trata do parcelamento da reposição inflacionária de 4,26% em seis vezes. Entre maio e outubro, será feito um reajuste de 0,71%. A medida é para todos os integrantes do funcionalismo municipal direto e indireto. O texto foi aprovado por 17 votos a 3.
A matéria deve influenciar na negociação entre a Administração municipal e os professores em greve, representados pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan). Isso porque a categoria solicita uma reposição integral em maio, além do retroativo de janeiro a abril.
Piso nacional
Outro projeto que foi enviado à Câmara de Vereadores, o nº 17/2026, alterou a legislação do plano de cargos, carreira e remuneração dos profissionais do magistério. Na prática, o texto determina a aplicação do piso salarial nacional dos professores no valor de R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas e com retroativo.
O piso salarial também é uma reivindicações dos professores da rede municipal. A categoria demanda pela aplicação integral do piso nacional do magistério – determinado pelo Ministério da Educação (MEC) em janeiro.
A medida impacta tantos os professores em início de carreira, quanto os mais avançados – incluindo os inativos. O piso também interfere em outras vantagens do plano de carreira que tem esse valor como base de cálculo.
Ambas as leis já foram sancionadas e publicadas no Diário Oficial – junto com a nomeação de novos professores aprovados no concurso – ainda na quinta-feira (30).