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Projeto básico de prolongamento da BR-448 deve ser entregue em novembro, afirma Dnit

Departamento deu explicações sobre a obra durante audiência pública em Nova Santa Rita nesta quarta-feira (24)

Publicado em: 25/09/2025 às 13h:24 Última atualização: 02/02/2026 às 15h:45
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Visto como mais um progresso para a Região Metropolitana e Serra, o projeto que determina o prolongamento da BR-448 entre Esteio e Portão está próximo de ser concluído. As determinações básicas para a obra devem ser finalizadas em novembro, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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“Está na fase final de projeto básico. Depois, vai para uma avaliação final da equipe do departamento. Assim que estiver tudo certo, passa para as próximas etapas que são licitação, obra, projeto executivo a partir do ano que vem”, esclarece o engenheiro Ricardo Daudt.

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Audiência pública em Nova Santa Rita debateu prolongamento da BR-448 até Portão nesta quarta-feira (24) | abc+



Audiência pública em Nova Santa Rita debateu prolongamento da BR-448 até Portão nesta quarta-feira (24)

Foto: Nicole Goulart/Especial

O projeto básico está sendo elaborado pela Magna Engenharia. Estimada em R$ 2 bilhões, a obra deve ser concluída dentro do prazo de dois a três anos, se não houver intercorrências no processo, destaca o superintendente adjunto do departamento no Rio Grande do Sul, Pedro Luzardo.

“Sempre dependemos fundamentalmente dos recursos que são aportados pelo governo federal para fazermos o planejamento de toda a obra. E licitação é outra coisa que demora um pouco”, afirma o adjunto.

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Para isso, o departamento tem a intenção de apresentar uma rubrica orçamentária, solicitando reserva de recursos no orçamento de 2026 para a execução da licitação e, posteriormente, execução das obras. 

O Dnit ainda esclarece que a empresa vencedora da futura licitação é que vai definir por qual município devem ser iniciadas as obras.

Esclarecimentos em audiência

As explicações foram dadas pelo departamento durante uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Nova Santa Rita na noite desta quarta-feira (24). Os detalhes da obra foram apresentados à população e autoridades presentes no plenário Amilton da Silva Amorim. A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, esteve presente com o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT).

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De acordo com o engenheiro Ricardo Daudt, o projeto passou por adequações após a enchente. O traçado continua o mesmo, mas a rodovia será elevada ao longo de 12 km, ficando acima da altura das águas. Ao todo, a pista dupla terá 18,45 km de extensão.

Projeto de prolongamento da BR-448 entre Nova Santa Rita e Portão | abc+



Projeto de prolongamento da BR-448 entre Nova Santa Rita e Portão

Foto: Dnit/Reprodução

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“A solução em elevada nos tira uma série de questões técnicas e viabiliza uma série de outras. Essa medida se mostrou bastante acertada, principalmente depois da enchente, vencemos toda uma mancha de água com essa elevação”, explica. A elevação também não interfere na hidrologia, na fauna e na flora, e terá menos impacto nas lavouras, projeta o Dnit.

O prolongamento deve começar entre na curva da Br-448, entre os km 6,5 e 7, começando em Esteio, passando por Nova Santa Rita e indo até Portão. Segundo o Dnit, as obras devem ir além da RS-240, conforme previsto no projeto, chegando até a RS-239. O final indicado fica próximo à empresa Borsul.

“Quando chegamos na 240, fizemos todos os movimentos de quem vem de Caxias do Sul e da Scharlau [São Leopoldo]. E verificamos o seguinte: tem um nó na chegada na 239 que chega a 240, tem sinaleira. Achamos por bem largar na 239, mais atrás”, indica.

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As determinações básicas também preveem a ligação com estradas já existentes, como a Carioca e do Socorro, junto com conexões a vias que podem ser abertas futuramente. Além disso, está previsto um retorno no km 13, por baixo da rodovia.

Projeto de prolongamento da BR-448 de Nova Santa Rita até Portão deve terminar depois da RS-240 | abc+



Projeto de prolongamento da BR-448 de Nova Santa Rita até Portão deve terminar depois da RS-240

Foto: Dnit/Reprodução

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“Já deixamos uma espera, para que seja futuramente, possibilitado um acesso secundário a Portão, via Estrada do Socorro, e um acesso secundário a São Leopoldo. A rodovia já está preparada para receber esses acessos”, observa Daudt.

No futuro, depois de pronta, a quilometragem em toda a BR-448 deve ser alterada, começando em Portão, já que ela é feita no sentido norte-sul.

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Aeroporto 20 de setembro é citado

O prolongamento da BR-448, que promete beneficiar diversos municípios na região, também é visto com uma das conexões para o projeto do Aeroporto 20 de setembro, em Portão. A proposta, que ainda não tem previsão de sair do papel, promete facilitar a logística exportadora e importadora.

O destaque foi dado pelo vereador nova santarritense Paulinho da Ambulância (PSD) durante a audiência pública na Câmara. “O aeroporto é uma realidade, sabemos que vai acontecer, mas não sabemos em que momento exato. Mas é algo que sugiro que pensem na ligação. O fluxo na região de Portão vai aumentar muito.”

Conforme o Dnit, não será necessário nenhuma readequação no traçado previsto para a extensão da rodovia. Isso porque estão previstas aberturas para futuras ligações, incluindo uma via entre a BR-448 e o aeroporto.

“No início do projeto, tivemos essa preocupação, fizemos consultas à Aeronáutica. A posição do Estado hoje é que esse aeroporto está suspenso. Hoje, a solução é: aquele acesso que já deixamos preparado ali para as estradas do Socorro e Carioca, numa eventualidade de sair o aeroporto na região onde está, será feito um acesso do aeroporto. Aquele acesso já é preparado para grandes cargas, grandes demandas”, responde o engenheiro Daudt.

Desapropriações

Para além dos aspectos técnicos, econômicos e ambientais, a audiência também serviu para tratar dos impactos sociais. Inicialmente, o planejamento da obra somava 180 desapropriações, sendo que 100 atingia as chamadas benfeitorias, que são casas, indústrias e comércios.

Com a proposta de fazer 12 km com elevação, sem a necessidade terraplanagem, o Dnit prevê uma redução para 98 desapropriações, impactando entre 20 e 25 benfeitorias, na extensão entre Nova Santa Rita e Portão. As desapropriações só serão feitas na etapa de execução da obra.

No município nova santarritense, a principal preocupação é com as lavouras de arroz no assentamento Itapuí – que existe desde 1987 e conta com 18 famílias. No edital do projeto, lançado em 2022, consta um viaduto na Estrada Rural Itapuí, no km 5, com 80 metros de extensão.

Para a agricultora Clarisse Reginaldo de Matos, 59 anos, o prolongamento da rodovia é bem-vindo, mas existe a preocupação com a plantação. “Era um sonho da comunidade, tem esse anseio de que viesse o progresso. Mas também é o nosso plantio, é a propriedade de muitas pessoas”, afirma.

Em resposta, o engenheiro Ricardo Daudt destacou que o modelo da obra, em elevada, garante a permanência das plantações e dos agricultores após a obra. No entanto, o principal ponto levantado também por outros assentados é o sombreamento que a pista deve causar na plantação.

“No eixo da rodovia, temos uma faixa de 30 metros para cada lado que consideramos como faixa de domínio. Seria uma faixa de 60 metros, ao longo da rodovia, que vai ser indenizada de qualquer jeito”, reforça o superintendente adjunto Pedro Luzardo.

“É indenizado tudo. Tudo é avaliado: a plantação, o solo. Hoje em dia, o Dnit tem uma preocupação muito grande em pagar o preço justo com o respaldo da Justiça. A Justiça acompanha toda as indenizações, é discutida com os proprietários. Tudo que é afetado pela rodovia é objeto de quantificação e indenização”, completa Daudt. 

Confira o vídeo apresentado pelo Dnit

Projeto básico de prolongamento da BR-448 deve ser entregue em novembro, afirma Dnit
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