Com as chuvas do último final de semana, alguns pontos de Canoas voltaram a alagar e a assustar os moradores. São localidades que historicamente convivem com o problema que foi intensificado após a enchente. Para começar a resolver o problema, a Secretaria de Obras e Reconstrução (SMO) iniciou a limpeza das redes pluviais nesta terça-feira (18). O serviço de hidrojateamento foi feito nas ruas Tapes, Taquari e Torres, no bairro Mathias Velho.
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Foto: Paulo Pires/GES
O trabalho consiste em levantar a tampa dos bueiros, retirar resíduos que estejam obstruindo a passagem da água, e hidrojatear a tubulação. O serviço está sendo feito nos dois lados das vias por cerca de dez trabalhadores com o apoio de dois caminhões de hidrojateamento, ambos cedidos pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
A limpeza está sendo feita nestes moldes até a Prefeitura de Canoas finalizar a contratação definitiva de uma empresa especializada. A licitação está em andamento. Ainda nesta semana, algumas ruas dos bairros Rio Branco, Fátima e Harmonia também devem receber o serviço.
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Muita demanda
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria, André Padilha, a limpeza começou pelos pontos mais críticos em razão da alta demanda da cidade. “A rede está assoreada em todo o município. Estamos trabalhando em pontos mais críticos, que tem mais incidência de alagamentos. Quando sair a contratação, vai ser realizado o trabalho em toda a rede”, explica.
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Foto: Paulo Pires/GES
O hidrojateamento é a primeira etapa de um trabalho que deve ser longo. Logo após essa limpeza, está programada a manutenção da microdrenagem – tubulação abaixo das bocas de lobos e que leva a água até às galerias – e a limpeza das galerias. Os resíduos, como terra, galhos de árvores e lixo, impedem o escoamento da água da chuva, fazendo a água acumular e voltar às ruas.
Os serviços não são simultâneos, dependendo da finalização de cada etapa para se iniciar a próxima. “Acredito que o hidrojateamento já tinha sido feito antes em apenas alguns pontos. Mas agora vai ser em toda a rede. Não adianta limpar apenas uma parte e empurrar para outro lado”, reforça.
“Espero que resolva”
Na rua Taquari, o aposentado Luiz Nicolau Bastos Pereira, 66 anos, e a dona de casa Evonira da Silva Pereira, 62, acompanharam o serviço sendo feito. “Quando chove os canos ficam cheios d’água. Ultimamente, as ruas ficam bem alagadas e não era assim antes da enchente”, conta Evonira.

Foto: Paulo Pires/GES
O casal mora na rua desde 1989 e reclama do serviço que foi feito ano passado. “Não levantaram as tapas, apenas jogaram água e só do outro lado da rua. Este lado não foi limpo”, relata Luiz. “Quando teve a limpeza, achei que eles iam até o final da rua e voltar, mas não voltaram”, completa a dona de casa.
“É muita coisa para arrumar no Mathias Velho. Espero que resolva”, diz o aposentado. A proposta da administração municipal é executar o serviço duas vezes ao ano na cidade.
Outras frentes de trabalho
Junto com a limpeza dos bueiros, os trabalhadores estão fazendo um levantamento sobre a situação dos canos. “São canos quebrados e, às vezes, é uma raiz de árvore que deteriorou a tubulação”, observa Padilha. Além analisar os canos, a SMO trabalha na manutenção das casas de bombas do município.
“Muito se fala sobre as casas de bombas quando começa a chuva. Elas estão em boas condições. Para acionar, é preciso ter um nível de água a casa de bombas, mas a água não está chegando porque a rede está entupida. Não é apenas começar a chover e ter o acionamento. Se acionar desnecessariamente pode danificar. O problema está na drenagem”, reforça.