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SAÚDE

Profissionais do Samu relatam presença de ratos no alojamento em Canoas

Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) também encontrou falta de medicamentos em UPA

Publicado em: 18/02/2025 às 18h:55 Última atualização: 18/02/2025 às 20h:34
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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve em Canoas na segunda-feira (17) para averiguar denúncias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava, no bairro Mathias Velho, e na base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Profissionais relataram falta de medicamentos, de equipamentos e de segurança na UPA, enquanto no Samu equipes alegaram salários atrasados, carência de insumos e condições insalubres do alojamento, inclusive com a presença de ratos. A entidade pretende encaminhar um relatório ao Conselho Regional de Medicina e à Secretaria Municipal da Saúde.

Simers relata condições insalubres para os médicos



Simers relata condições insalubres para os médicos

Foto: Divulgação

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O diretor do Simers, Jeferson Oliveira, visitou os dois locais e constatou na UPA Caçapava falta de medicamentos, como terbutalina, tramal, plasil e isordil, além de soro. A unidade está sem aparelho de raio X, por falta de pagamento do aluguel. A sala vermelha da pediatria não conta com pá pediátrica, pá de desfibrilação e manguitos.

A responsável pela farmácia da Liberty informou que houve atraso na entrega devido à troca de gestão e que o estoque deve ser regularizado nesta semana.

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Já na segunda base do Samu, no bairro Marechal Rondon, o Simers encontrou mato crescendo ao redor dos contêineres adaptados e até ratos dentro da estrutura. O serviço de limpeza não está sendo feito no local e diversas ratoeiras foram colocadas na cozinha. Os colchões dos dormitórios estão em péssimas condições e os banheiros são precários. 

A base no bairro Marechal Rondon conta com uma ambulância de suporte avançado e duas básicas. Há dificuldade em conseguir lençóis descartáveis, e faltam equipamentos de proteção, como macacões e botas. Enfermeiros e médicos tinham apenas luvas comuns à disposição, sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

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Segundo informações, há atraso no pagamento dos profissionais terceirizados e os celetistas não receberam o 13º salário e o FGTS não foi depositado. E ninguém tem acesso ao vale refeição de R$ 200,00, o que dificulta o fechamento das escalas de trabalho.

Situação preocupa o Simers



Situação preocupa o Simers

Foto: Divulgação

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O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que, em atendimento à situação averiguada pelo Simers quanto a falta de medicamentos, equipamentos e de segurança na UPA Liberty Conter (Caçapava) realizou vistoria no dia 14 de fevereiro e não foram registradas tais irregularidades. Há estoque dos medicamentos e materiais necessários para os procedimentos.

O aparelho de raio-x da unidade foi perdido na enchente do ano passado, porém a gestora está alugando um equipamento até que seja adquirido um novo. Quanto aos repasses financeiros, a Prefeitura informa que está pagando em dia e a fiscalização do contrato notificará o IBSaúde, gestor da UPA Liberty Conter, a fim de esclarecer os fatos. 

Quanto às bases descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Prefeitura informa que a C.A.P Serviços Médicos já foi notificada várias vezes por descumprimento contratual e até multada pela fiscalização, por reincidência. 

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A nota ainda esclarece que “está prevista a abertura de processo licitatório para nova empresa, visto que a atual empresa não está cumprindo suas obrigações quanto à gestão do Samu, principalmente trabalhistas e de manutenção da frota. Também foi protocolado processo administrativo para penalização da C.A.P Serviços Médicos pelo descaso na gestão do serviço.

A desratização do local foi efetuada no dia 16 de setembro de 2024 e é válida até o dia 16 de março de 2025. Uma nova desratização já está prevista para ocorrer no dia 25 de fevereiro. O 13.º salário foi pago a todos os profissionais.

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A reportagem não conseguiu contato com as empresas gestoras. O espaço segue aberto para manifestação.

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