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SAÚDE

Simers faz vistorias e cobra melhores condições de trabalho em Canoas

Sindicato deve se reunir com a Prefeitura de Canoas na segunda-feira (17)

Publicado em: 14/03/2025 às 16h:11 Última atualização: 14/03/2025 às 17h:47
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Com o objetivo de ver de perto as condições precárias denunciadas pelos médicos e pacientes, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) visitou o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas, nesta sexta-feira (14). Além da casa de saúde, outros hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) entraram no roteiro da vistoria. 

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Simers visitou HNSG nesta sexta-feira (14) em Canoas



Simers visitou HNSG nesta sexta-feira (14) em Canoas

Foto: Paulo Pires/GES

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Salários atrasados e falta de materiais para atender os pacientes são reclamações constantes da categoria que atua nas instituições da cidade. De acordo com o Simers, ainda existem médicos que não receberam salários integrais referentes a novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. “É muito importante que regularizem os pagamentos porque quem trabalhou tem o direito de receber. Mas, se temos a crise no pagamento dos médicos, pode ter certeza que há uma crise também nas condições de atendimento”, declara o presidente do sindicato, Marcelo Matias. 

A partir da vistoria, a entidade busca colher informações para dimensionar o cenário atual e elaborar um relatório. O documento será encaminhado oficialmente à Prefeitura de Canoas. Uma reunião está marcada com a administração municipal para a próxima segunda-feira (17). “O objetivo é trabalhar em conjunto, mas também trazer as demandas dos médicos. Afinal de contas, se eles não têm condições de trabalho, a população é prejudicada”, destaca. 

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Pagamentos atrasados e falta de contato

Nesta sexta-feira, os médicos deveriam receber parte do valor referente ao mês de dezembro de 2024, mas ainda não foi depositado, conforme o sindicato. A entidade ainda relata falta de comunicação com o poder municipal. “Suponha que houvesse uma dificuldade do município, poderiam ter dito oficialmente que o pagamento será em determinado dia e, a partir disso, discutiremos com a nossa categoria”, observa.

“Muitas das negociações que nós fizemos, as respostas vieram apenas por uma fala via ligação de WhatsApp e não com documentos. Esta é uma crítica que eu faço sem qualquer medo. Nós nos comunicamos por vias oficiais, por meio de ofícios. Até agora, nós recebemos muito pouco de resposta da Prefeitura. Nós precisamos ter transparência na gestão pública e uma das questões importantes da transparência é colocar no papel aquilo que se fala no telefone”, completa.

Categoria denunciou péssimas condições em fevereiro

No mês passado, profissionais relataram falta de insumos e equipamentos de segurança na UPA Caçapava, no bairro Mathias Velho. Enquanto que na base do Samu, no bairro Marechal Rondon, as equipes denunciaram condições insalubres do alojamento e a presença de ratos.

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Para o diretor do Simers, Ricardo Cruz, o cenário é inadmissível. “Imagina Canoas ficar desabastecida [do serviço do Samu] porque o funcionário contraiu uma doença assim”, cogita enquanto mostra uma foto do rato encontrado pelos funcionários.

Diretor Ricardo Cruz comenta as denúncias feitas em fevereiro  | abc+



Diretor Ricardo Cruz comenta as denúncias feitas em fevereiro

Foto: Paulo Pires/GES

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Cruz ainda lembra do relato de um médico sobre a reutilização de pás no desfibrilador. “Eles são descartáveis e perdem a capacidade de aderência após o uso, seja por pelo, suor. Além da questão da higiene, não tem a eficácia necessária. Eles ficam pensando que se tivessem condições adequadas teriam mais sucesso, o resultado seria diferente.”

Simers cogita pedir intervenção

Para além das questões de salários atrasados e condições precárias, a gestão da De acordo com o presidente Matias, existe a possibilidade do sindicato solicitar a intervenção do governo estadual na saúde de Canoas. O pedido, que também deve ser direcionado ao Ministério Público (MP), vai depender do resultado das vistorias e da reunião com a Prefeitura.

“Há uma possibilidade que não pode sair da nossa mesa quando nós assistimos cronicamente esta dificuldade em Canoas. Que talvez seja hora do governo do estado cumprir a sua função e retirar a gestão plena da saúde e assumir a gestão dos hospitais”, comenta. Como exemplo, o presidente do sindicato cita o município de Osório.

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“Nós temos uma questão estrutural. Se fossemos trazer para uma fiscalização de vigilância sanitária para os hospitais de Canoas o mesmo rigor que se traz para os hospitais privados, talvez a cidade não dispusesse dos mesmo número de hospitais que deveria dispor. Então, nós precisamos tratar isso como algo maior, mais sério”, frisa Matias.

Parceria com outros sindicatos

Os médicos não são os únicos com seus pagamentos atrasados. Enfermeiros, técnicos em enfermagem e demais trabalhadores da saúde também relatam os mesmos problemas dentro das instituições de Canoas. As demandas foram levadas ao prefeito Airton Souza, na quarta-feira (12), após protesto organizado pelo SindiSaúde-RS na frente da Prefeitura.

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Para o presidente do Simers, a parceria com outras entidades representativas é uma possibilidade. “Da mesma que não existe um hospital sem médico, também não existe um hospital sem os nossos colegas trabalhadores em saúde. Então, sem dúvida alguma estaremos ao lado de todos eles”, afirma.

O que diz a Prefeitura de Canoas

Em nota, a administração municipal se manifestou sobre a ação do Simers. “A Prefeitura de Canoas informa que aguardará o recebimento de um relatório oficial do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul a respeito das visitas às instituições de saúde da cidade, ocorridas nesta sexta (14), para poder pronunciar-se.”

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