
Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Prefeitura informou que a medida seria adotada por, no mínimo, 72 horas devido à superlotação na casa de saúde, conforme deixou claro o secretário de Saúde, Marcelo Reis.
“Comunicamos o Estado sobre a restrição da porta de emergência do Hospital dando prioridade aos canoenses”, esclareceu Reis. “O cidadão de Canoas vai ter seu atendimento garantido, com uma classificação de risco, para desafogamento das UPAs, onde nós temos pacientes internados precisando vir para o ambiente hospitalar, e que esse período se dará por no mínimo 72 horas, até que consigamos normalizar a rede”, completou.
Na manhã desta segunda-feira (23), a reportagem do DC esteve na porta de emergência do Graças e constatou que havia cadeiras sobrando na sala de espera.
Coube ao acompanhante de uma paciente explicar que ao longo de todo o final de semana, a situação é bastante complexa na casa de saúde.
“Tem fila de macas com pacientes parados no corredor”, apontou Roberto Machado. “Desde que houve esta troca, acho que reorganizaram melhor os espaços, porque aqui na frente não dá para ver, mas está cheio de gente lá dentro.”
Com a mãe de 82 internada devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), aposentado disse que se pode observar a transição que houve na emergência do Hospital de Pronto Socorro para o Graças.
“Eu vejo que existe uma certa confusão desde a mudança”, observa. “Às vezes, um médico vem, diz uma coisa sobre a minha mãe; então vem outro e diz outra. Deram alta para ela, sendo que nem deveria ter saído do Hospital”, lamenta.
Muita espera
Se, por um lado, há mais celeridade no atendimento às emergências, a população em busca de consultas e exames segue esperando bastante.
Ao acompanhar a tia que precisava de uma tomografia, Suzana Marins, 34 anos, disse não imaginar que demorasse tanto para a execução do exame.
“Olha, que esperei muito. Três horas, eu acho”, desabafa. “Mas, pelo menos, ela conseguiu o exame direitinho e agora só está esperando passar pela avaliação médica.”

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
O que diz a Prefeitura?
“A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que notificou a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) sobre a restrição da porta de Emergência do Hospital Nossa senhora das Graças (HNSG) para pacientes que não são oriundos de Canoas, por período mínimo de 72h.
A restrição se dá em decorrência da superlotação na instituição, o que ocasiona ausência de leitos e de equipamentos para atendimento da demanda absorvida de outros municípios.
Desde a última sexta-feira (20), foram encaminhados 19 pacientes de fora do município, o que agravou a situação de superlotação.
O período de, no mínimo, 72 horas é fundamental para restabelecimento da rede e desafogamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).”
O que diz o Estado?
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde se manifestou, na manhã desta segunda-feira, quando destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é universal e Canoas recebe recursos para atendimento fora do município, possui capacidade instalada para isto. Não existe amparo legal para restringir atendimento somente aos munícipes.