
Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Diante das reclamações, a Prefeitura de Canoas teve que tomar medidas e informou na noite desta quarta-feira (22) que seis pacientes internados na casa de saúde estavam sendo transferidos para o Hospital Universitário (HU).
Além destes pacientes, outras 14 transferências estão previstas para quinta-feira (23). A medida, explicou a Administração, visa organizar o fluxo de pacientes e otimizar o atendimento, diante da sobrecarga gerada pela operação conjunta com o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC).
Conforme o parente de uma paciente internada no Graças, ouvido pela reportagem, a situação está um pouco melhor hoje, mas que o quadro dos últimos foi de muitas pessoas aguardando atendimento e sofrendo com calor. Ele conta que a tia havia até sido deixada uma noite com fome devido à falta de atendimento.
“Minha tia está acamada e contou que não comeu uma noite, porque estavam se batendo, de tanta gente que tinha”, reclama o motorista de aplicativo Gustavo Santos. “Agora ela disse que normalizou um pouco, mas a situação, em geral, a gente sabe que é muito precária. Tem que rezar para não ficar doente em Canoas”, acrescenta o trabalhador de 46 anos.
Por meio de nota encaminhada pelo Escritório de Comunicação, a Prefeitura de Canoas se defendeu apontando que a superlotação ainda é reflexo da enchente de 2024, que obrigou a transferência dos serviços do HPS para dentro da estrutura física do Hospital Nossa Senhora das Graças.
A Administração também ressalta que o problema de superlotação não se restringe ao atendimento em Canoas. Atinge também outros hospitais na região metropolitana e na capital Porto Alegre.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
Tempo de espera
É comum para quem passa em frente à casa de saúde, pela Avenida Santos Ferreira, observar aglomerações que se formam na porta, pois existe a triagem não apenas para emergências, mas também os exames que respondem por grande parte da demanda.
Entre a retirada de uma senha e o atendimento, mesmo para um simples exame de sangue, os pacientes costumam esperar, no mínimo, uma hora, conforme relatos ouvidos pela reportagem.
“Cheguei às sete para fazer um raio-x do ombro e acredito que lá pelo meio-dia esteja chegando em casa”, reclamou Claudiomiro Marins. “Também não dá para reclamar muito, porque me disseram que na semana passada estava pior”, completa o aposentado de 66 anos.
Quanto ao atendimento das emergências, não houve reclamação nesta manhã de quinta-feira (23). Pacientes que chegavam à casa de casa em situação de gravidade eram prontamente acolhidos por médicos e enfermeiros, como constatou a reportagem.