É passando de casa em casa com muita música e alegria que o Terno de Reis do Santo Operário mantém viva a tradição em Canoas. A homenagem à história dos Três Reis Magos é feita há 35 anos na cidade pela família e pelos amigos do Adão Flores, 62 anos.
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Foto: Reprodução
O terno costuma passar pelo Santo Operário e Mathias Velho, além de outras cidades como Nova Santa Rita e Portão. “Cantamos nas casas, temos muitas letras. Levamos a bandeira do Divino e a mensagem do nascimento de Jesus Cristo. As pessoas se emocionam e nos esperam. Geralmente vamos onde as pessoas conhecem a tradição”, conta.
O grupo de cerca de 10 pessoas é sempre bem recebido com comes e bebes, como manda a celebração. Para Adão, isso significa acolhimento e esperança de manter viva as cantigas e as orações. As visitas seguem até o dia 6 de janeiro, Dia de Reis.
“É muito emocionante porque sempre tem uma casa que a gente visita pela primeira vez. E sempre tem as casas que já esperam por nós com muita emoção. Nós fazemos esse resgate histórico com os versos e as pessoas se empolgam muito”, relata.
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É de família
A tradição começou em Canoas com os pais de Adão, ainda nos anos 1990. “Nós somos do interior, de Barros Cassal. Lá, o terno é muito forte e trouxemos para cá. No início, saia meu pai, minha mãe, meu irmão. Hoje, eu sou o único que está desde o início”, observa.
Mas a família segue. A esposa, os filhos e neto de 10 anos integram o grupo, além dos amigos que dão força à tradição. “Nós passamos pelas casas à noite. Não é de manhã. É pelo prazer de levar a bandeira do Divino e fazer as orações. Depois da enchente, as pessoas ficaram muito sensíveis, mas acredito hoje elas choram de alívio, felicidade”, destaca.
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E ainda tem festa
Junto com as músicas, o Terno de Reis Santo Operário promove uma festa para encerrar as celebrações. No dia 10 de janeiro, a partir das 21 horas, será realizada uma janta e baile na Comunidade Nossa Senhora dos Romeiros, no Mathias Velho.
“A festa sempre acontece depois do dia 6, que é o Dia de Reis. E costumamos reunir cerca de 300 pessoas. É uma festa familiar com pessoas de todas as idades, comendo e dançando”, comenta.
A comemoração também renova a vontade de seguir com o terno para o próximo ano. “A gente sempre pergunta na festa quem quer que o terno acabe e as pessoas ficam em silêncio, vaiam. Então, a gente continua. Enquanto a porta estiver se abrindo, o Terno de Reis continua indo”, conclui.