Chamou a atenção no começo da semana a quantidade de voos e aterrisagens de caças em Canoas. A movimentação era considerada incomum por alguns moradores antigos de bairros como Nossa Senhora das Graças, Fátima e Niterói, na “faixa” das áreas de voo.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Houve muita especulação a respeito do porquê os voos se tornaram mais presentes entre a manhã de segunda-feira (15) e a tarde quarta-feira (17). Teve quem opinou sobre a quota de combustível e as horas necessárias a cada piloto no ar, motivo pelo qual a reportagem questionou a Força Aérea Brasileira (FAB).
À reportagem, relatos eram de barulho “ensurdecedor” e “casas tremendo” devido, principalmente, aos caças alçando voos no começo da manhã de segunda em uma área do bairro Nossa Senhora das Graças que está situada a metros do muro da Base.
Morador do bairro, Alaor Silveira, 66 anos, contou que, desde segunda-feira, as atividades na Base Aérea de Canoas (Baco) começaram logo cedinho e se estenderam durante toda a tarde, algo perceptível para um aposentado que passa o dia em casa.
“Notei que eles começam logo cedinho arrancando avião e voltam só ali pelas 18 horas”, aponta. “Eu só não sei dizer por que tantos voos? Como moro pertinho, parece que vão arrancar o telhado.”
O que diz a FAB
Em nota encaminhada pela assessoria de comunicação, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou “que realiza, de forma rotineira, treinamentos operacionais no sul do país, empregando diversas aeronaves, incluindo as de caça, com o objetivo de manter elevado o nível de prontidão de suas unidades Aéreas.”
Ainda por meio da nota, a FAB esclarece que “durante os treinamentos, as aeronaves podem sobrevoar diferentes áreas, mas sempre respeitando rigorosamente as normas de segurança operacional e de controle do tráfego aéreo, bem como os procedimentos estabelecidos para voos em áreas urbanas.”