
Foto: PAULO PIRES/GES
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O pedreiro Luís Oliveira, 54 anos, voltou para casa, na manhã desta quinta-feira (26), somente para buscar algumas ferramentas deixadas para trás.
Conformado diante da situação, ele diz que será necessário esperar, no mínimo, mais uma semana até que a água comece a baixar de verdade.
“Estão marcando mais chuva para sábado e domingos, então não tenho mais esperança de voltar tão cedo”, diz. “Tem rio demais para desaguar no Paquetá ainda.”
Diante do cenário de desalento, o movimento maior, na entrada da Avenida Paquetá, nesta quinta-feira, era de pescadores, que continuam garantindo a pesca.
Moacir Lopes, 58 anos, vem atingindo, diariamente, uma cota de traíras, jundiás e birus que consegue comercializar até mesmo no local.
“Como o rio está muito cheio, os peixes estão vindo na margem para procurar comida”, afirma. “Todo mundo que sai cedo para pescar está voltando com o barco cheio.”
Segundo a Defesa Civil de Canoas, o Rio dos Sinos estabilizou nas últimas horas, após retroceder alguns centímetros na quarta-feira (25).
“A maioria tem a característica de permanecer no local, já que as casas são mais altas, e precisamos respeitar isso”, avalia o secretário da Defesa Civil, Vanderlei Marcos.