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RETOMADA

"Nós vamos transformar este espaço na primeira aldeia de Canoas", diz líder Caingangue

Grupo de 40 indígenas permanece sediado em antigo prédio do governo federal

Publicado em: 08/05/2025 às 13h:06 Última atualização: 08/05/2025 às 13h:28
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O grupo de 40 indígenas pertencentes à tribo Kaingangue continua, nesta quarta-feira (7), sediado em um prédio do governo federal, na Avenida Santos Ferreira, bairro Estância Velha, em Canoas. “Nós vamos transformar este espaço na primeira aldeia de Canoas”, avisa líder caingangue.

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Caingangues estão no prédio que pertente ao Governo Federal desde esta terça-feira (6)



Caingangues estão no prédio que pertente ao Governo Federal desde esta terça-feira (6)

Foto: PAULO PIRES/GES

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Os caingangues tomaram a área nesta terça-feira (6) e, desde então, começaram a trabalhar na limpeza do terreno e organização do espaço para servir a famílias com homens, mulheres e crianças.

Segundo o líder, Dorvalino Refej Cardoso, o endereço carece de estrutura, porém já está sendo providenciada a limpeza para melhorar a circulação dos indígenas que passam a morar no endereço.

“Agora as coisas se acalmaram”, diz. “Começamos a trabalhar com tranquilidade na terra. Vamos deixar tudo limpinho. Nós vamos transformar este espaço na primeira aldeia de Canoas.”

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Nesta quarta-feira, houve visitações de autoridades ligadas à Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado e também agentes da Assistência Social do Município. 

“O processo para que esta área se torne uma aldeia já está em andamento”, garante Dorvalino. “Era um terreno do governo federal que há duas décadas não tinha serventia nenhuma. Queremos ver até uma escola erguida aqui.”

Auxílio do Município

Por meio de assessoria de comunicação, a Prefeitura de Canoas informou que o secretário de Assistência Social, Márcio Freitas, e da Defesa Civil e Resistência Climática, Vanderlei Carlos da Silva Marcos, se reuniram com os integrantes da comunidade para ouvir suas demandas e prestar o apoio necessário.

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Entre os itens solicitados estão água potável, lonas, alimentos e, se houver necessidade, a atualização do CadÚnico enquanto permanecerem no local. A presença do grupo se dá pela proximidade com os pontos de venda dos produtos artesanais confeccionados pela tribo, que representam importante fonte de renda para a comunidade.

As equipes seguirão acompanhando a situação e prestando a assistência necessária, durante a permanência do grupo no local.

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