Crianças alinhadas com as práticas de preservação e cuidados com a natureza. Durante a Semana do Meio Ambiente, Estância Velha reforçou essa preocupação e trouxe, ao longo dos dias, diferentes formas de interagir e aprender sobre a temática.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Na sexta-feira (5), último dia do movimento, houve a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente na Reserva Ecológica Leopoldo Alberto Baeckel. Em alusão à data, trilha ecológica, contação de histórias e até brincadeiras integraram o plano de ações, atendendo o Grupo Intersetorial Cidade das Crianças, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
“Nossa expectativa é trazer um pouco de natureza para a vida das crianças. Hoje em dia, vemos que (isso) está se perdendo um pouco, então esperamos que elas (crianças) aproveitem esse momento para ter um contato mais estrito com o meio ambiente”, explica a bióloga da prefeitura, Karine Oliveira, sobre a iniciativa.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
Ao longo da tarde de sexta, cerca de 20 pessoas prestigiaram o momento, incluindo crianças da Primeira Infância — até os seis anos, estudantes mais velhos e seus responsáveis. Além de uma trilha na reserva, o público prestigiou uma contação de história e também pôde dar sugestões para o nome de um graxaim, definido como mascote e animal símbolo do espaço.
Família unida
Os estudantes da Emef Presidente Kennedy, Helena Bald, 8 anos, e da Emei Lyra das Crianças, Lucas Bald, 5, se divertiram e aprenderam durante a iniciativa ecológica do município. Acompanhados dos pais, Ana Paula Ludwig, 42 anos, e Gelson Bald, 42, eles sugeriram os nomes “Cachorro Marrom do Mato” e “Graxa Cachorro” ao mascote da Reserva.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
“Acho que, para a criança cuidar da natureza, ela precisa conhecer ela primeiro; não adianta depois exigir dela uma coisa que ela não conhece. Acho que tem que ter esse contato, conhecer as plantas, o cheiro da terra para depois conhecer outros marcos”, conta a mãe, Ana Paula, sobre a experiência buscada ao lado dos filhos. Segundo a professora, Helena é a mais apaixonada pelo tema da família, acompanhando documentários sobre o assunto e inclusive explicando aos pais questões da área.
“Conhecimento na prática”
Juliana Hech, 42 anos, levou a filha Alice, 10, e a colega de escola Julia Kolling, 10, para a atividade no “Matinho da Prefeitura”, como é conhecida a reserva estanciense. Para ela, a educação é definitiva na formação do cidadão, e isso inclui o aprendizado sobre o meio ambiente.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
“Acredito que a educação vem em primeiro lugar e esse contato com a natureza, na nossa cidade, eles (mais jovens) têm um conhecimento melhor na prática. Já vim outras vezes fazer trilha, ainda não tinha vindo com a minha filha e achei que era uma oportunidade muito boa”, conta Juliana.
Meio ambiente respeitado = vida feliz
Um dos momentos de aprendizagem no dia 5 foi durante a contação de histórias. Conduzido pela professora Andressa Mallmann, da Emef Prefeito Reinato Enio Trein, foi apresentado o livro “Entre ilhas e abelhas”.
A história ilustra a existência de duas ilhas vizinhas, que vivem situações completamente opostas: em uma delas, as reclamações e a despreocupação com a natureza são acompanhadas de tristeza da população, enquanto do outro o trabalho das abelhas é valorizado e reconhecido, resultando em uma realidade florida. Ao longo da história, o vento que transita entre as ilhas “Seca” e “Verde” acaba carregando sementes do lado frutífero e transforma a realidade dos vizinhos. A história moraliza os cuidados com o meio ambiente e a persistência em fazer o que se tem como o correto.