Uma confusão envolvendo um médico e um agente da Guarda Municipal terminou com a detenção do profissional de saúde na noite de quinta-feira (26), na UPA Centro, em Novo Hamburgo. O caso aconteceu por volta das 21h30 e ainda não há clareza sobre o que motivou o desentendimento.
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Foto: Reprodução
Em conversa com a reportagem, o médico, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou ter sido agredido durante a confusão. “Apanhei bastante do guarda que estava lá pra nos defender. Uma loucura”, declara. “Fui agredido diante das câmeras, sem nenhum pudor”, acrescenta.
Segundo o médico, que é concursado da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, as imagens da ocorrência estariam registradas tanto pelo sistema interno da unidade quanto por equipamentos da própria Guarda Municipal.
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De acordo com informações preliminares, o guarda municipal envolvido na ocorrência acusa o médico de desacato. Já o médico e outros profissionais da unidade de saúde apontam abuso de autoridade por parte do agente.
Relatos de testemunhas que estavam na UPA indicam que a situação começou quando o guarda tentou deter o médico enquanto ele realizava atendimento dentro de um consultório. Na sequência, o profissional teria deixado o local e se deslocado até a sala de descanso dos funcionários, onde a confusão se intensificou.
Imagens feitas por uma paciente mostram o momento em que o médico está no chão e o guarda aparece sobre ele tentando realizar a algemação.
Outros dois agentes da Guarda Municipal aparecem nas imagens. Entretanto, informações iniciais apontam que eles foram acionados para prestar apoio, mas não teriam participação direta na ocorrência.
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Após ser algemado, o médico foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para o registro da ocorrência.
A Polícia Civil informou que será instaurado o Termo Circunstanciado para instruir os procedimentos de lesão corporal e desacato
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O que diz a Prefeitura
Procurada, na manhã desta sexta-feira (27), a Prefeitura de Novo Hamburgo informou que a Guarda Municipal está analisando as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes para apurar os fatos.
Além disso, as secretarias municipais de Saúde e de Segurança Pública, em conjunto com a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, devem se reunir para discutir o ocorrido e definir eventuais medidas a serem adotadas.
Fundação de Saúde se manifesta
Já a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informou que está acompanhando os fatos relacionados ao episódio.
“Desde a ciência do ocorrido, a FSNH adotou as providências iniciais cabíveis, prestando o suporte necessário ao profissional e assegurando o acompanhamento do caso por sua assessoria jurídica.
A FSNH manifesta solidariedade ao profissional, ressaltando a importância da preservação da dignidade e das prerrogativas inerentes ao exercício da atividade médica.
A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e legalidade, informando que aguarda a apuração completa dos fatos pelas autoridades competentes, colocando-se à disposição para colaborar com as investigações”, diz em nota.
Por fim, a FSNH reforçou que a reunião entre representantes da secretarias municipais vai definir as medidas a serem adotadas após avaliação conjunta.
*colaborou: Suélen Schaumloeffel