Um aulão de dança do Programa Melhor Idade, nesta terça-feira (10), serviu também para conscientizar sobre a violência contra a mulher na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo. A iniciativa integra o calendário da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) e ocorreu de forma gratuita.
Com cartazes no palco da praça, a atividade não apenas contribuiu com a prática de atividade física, como também reforçou os canais de denúncia para casos de violência. Entre um passo de dança e outro, os professores incentivavam: “Ligue 180!” – número da Central de Atendimento à Mulher, serviço gratuito para denúncias de violência de gênero.

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
“O Programa Melhor Idade vai além dos benefícios físicos e da promoção do Esporte e Lazer. As atividades promovidas criam laços e fortalecem o sentimento de pertencimento, sendo uma oportunidade de movimento, mas também de amizade, troca de experiências e construção de novas histórias”, analisa o diretor de Esporte e Lazer da Smel, Rafael Lucas.
Para a aposentada Belízia Montiel, de 70 anos, que mora no bairro Operário, programas como esse fazem a diferença. “Faz um ano e três meses que participo e é muito bom mesmo. Eu era entrevada, hoje subo escada, capino, varro, limpo… Tudo! E é muito importante essa conscientização sobre as mulheres, o que está acontecendo? Só neste ano são vinte (feminicídios)”, comenta, referindo-se à divulgação dos canais de denúncia.
A aposentada Maria Rosa Machado, 65, mora no bairro São Jorge e integra o grupo de pilates. “Para mim é maravilhoso, sinto a diferença nos braços, nos pés. Estou quase 100%”, comenta. Ao tocar no tema dos feminicídios, Maria emocionou-se. “A gente sofre pelos outros. É difícil de ler algumas notícias”, continua.
Também aposentada, Erenilda Flores Buhl, 63, mora no bairro Canudos e participa das atividades há 15 anos. “Antes de começar, eu estava com problema de depressão e isso aqui foi uma coisa maravilhosa. Eu converso muito com as minhas meninas, a gente se ajuda muito, encontra as meninas do Centro, do Primavera, do Rincão e vira praticamente uma família”, lembra.
Erenilda defende também a importância de se conscientizar a respeito da violência contra a mulher. “Está acontecendo tanto feminicídio, vale sim protestar e trazer esse assunto para as pessoas que passam por aqui para conscientizarem também”, completa.
Março Pink prevê série de ações de conscientização
Com o Dia Internacional da Mulher celebrado no domingo (8), de Novo Hamburgo possui uma programação intensa que segue até o dia 31. Nesta terça (19), a ação realizada dentro da programação oficial, chamada de Março Pink, foi a roda de conversa sobre direitos da mulher e autonomia feminina no Cras Canudos, ministrada pela professora de Direito da Universidade Feevale, Lisiana Carraro.
Esta semana as atividades previstas incluem rodas de conversa com a comunidade, exposições artísticas na Prefeitura, além de frases e imagens que estimulam a reflexão sobre igualdade e protagonismo. “O Março Pink foi pensado para ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres, dando maior visibilidade às políticas públicas e serviços disponíveis e incentivando o protagonismo feminino”, descreve a gerente de Políticas Públicas para a Mulher, Thissiany de Lima.
“O projeto reafirma o compromisso do Município com a promoção dos direitos humanos, da equidade de gênero e da valorização das mulheres, além de trazer os homens para esse debate, para que também compreendam seu papel na construção de uma sociedade mais justa e no enfrentamento à violência contra as mulheres”, finaliza.
Nesta quarta-feira (11), às 14h, ocorre o Encontro da Mulher Rural – Raízes que Transformam, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no auditório da pasta em Lomba Grande.
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.
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