O conflito internacional envolvendo EUA, Irã e Israel já trouxe impactos para a economia gaúcha. Cerca de 6% das exportações do RS tem como destino o Oriente Médio, além disso o consumidor já sente no bolso o aumento do valor do litro da gasolina e do diesel. A alteração se dá principalmente pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, canal por onde circula diariamente cerca de 25% do petróleo exportado a nível mundial. O aumento no diesel envolve o setor de transporte, que por sua vez, é responsável, entre outras coisas, pela distribuição de alimentos, bebidas e outros produtos nas redes supermercadistas.

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Será que pode então faltar alimentos nos supermercados do RS? O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Lindonor Peruzzo Junior, explica que o risco agora é inflacionário e não de desabastecimento.
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“Por enquanto não falamos em falta de produtos. O que falamos, em relação ao diesel, é que podemos ter inflação nos produtos. Estamos muito atentos e verificando o movimento do mercado. Entendemos que pelo aumento do barril do petróleo podemos sim ter um efeito inflacionário em todos os itens”, observa Peruzzo Junior.
O consultor econômico da Agas e CEO da Bateleur, Fernando Marchet, lembra que embora o Brasil seja autossuficiente na produção de petróleo bruto, importamos outros tipos de petróleo e insumos.
“A guerra está afetando uma área de produção de petróleo e temos o primeiro efeito que é a dificuldade de fornecimento, que não seria o caso tanto para o Brasil, temos a autogeração. Mas, temos uma parte importante que é importada, além de exportarmos outros tipos de petróleo. Tem a questão de preço internacional que ocorre porque está afetando a oferta de produto, aumenta o preço por oferta. E o Brasil tem uma particularidade, a forma como a Petrobras controla o preço do petróleo. Veja, ela não repassa preço internacional. Ao fazer isso, no momento em que sobe muito os preços, tendo o controle do preço aqui, você inviabiliza o mercado de importação.”