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PESO NO BOLSO

Conflito no Oriente Médio eleva preço da gasolina e do diesel; veja cenário na região

Motoristas percebem aumento de cerca de R$ 0,20 em postos de combustíveis do Vale do Sinos e Região Metropolitana

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 08/03/2026 às 11h:05 Última atualização: 08/03/2026 às 11h:21
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O conflito internacional envolvendo EUA, Irã e Israel traz impactos para a economia brasileira e, claro, também reflete no Rio Grande do Sul. Parte das exportações gaúchas tem como destino países do Oriente Médio. Além disso, o consumidor brasileiro sente consequências diretas no bolso. O valor do diesel e da gasolina registrou aumento e o custo adicional já está nas bombas de cidades do Estado. 

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Guerra no Oriente Médio traz alta no preço do combustível | abc+



Guerra no Oriente Médio traz alta no preço do combustível

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial/Arquivo

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A alteração se dá principalmente pelo fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde circula diariamente cerca de 25% do petróleo exportado a nível mundial.

De acordo com o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado do Rio Grande do Sul (Sulpetro), há registros de aumentos de R$ 0,30 na gasolina A (gasolina pura) e R$ 0,62 no diesel repassados aos postos pelas distribuidoras. Quando há repasse aos postos, acaba gerando incremento também nas bombas.

“Sabemos que o repasse não ocorre de forma linear e que o cenário ainda é de muitas incertezas. Mas já recebemos relatos sobre a ocorrência de variações brutas na revenda de combustíveis, especialmente para aqueles que comercializam produtos importados”,  afirma o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua.

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Motoristas sentem o impacto

Fabiano é motorista de aplicativo e já percebe o aumento no valor da gasolina | abc+



Fabiano é motorista de aplicativo e já percebe o aumento no valor da gasolina

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

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O motorista de aplicativo Fabiano Bauermann, 47 anos, que faz corridas no Vale do sinos e Região Metropolitana, percebeu o aumento e passou a administrar melhor as corridas. 

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“Comecei a perceber desde a última terça (3). Tem um posto em Estância Velha que sempre tem um preço menor na gasolina e agora de R$ 5,99 passou para R$ 6,19. Tem postos de outras cidades, como Novo Hamburgo, que o valor do litro da gasolina está R$ 6,35, R$ 6,40. Como uso muito o carro no trabalho, chego a fazer 14 horas por dia, estou tendo que escolher melhor minhas corridas. Agora avalio mais os trajetos e vejo se vai compensar para mim ou não”, diz.

O gerente de produção, Gabriel Becker da Silva, 39, também sente as consequências ao abastecer o carro. “Uso o carro para ir ao trabalho, fazer as coisas do dia a dia e este aumento já está pesando. Notei uma diferença de uns R$ 0,20 no litro da gasolina comum no Vale do Sinos. Se ficar assim vou ter que dar um jeito de usar menos o veículo”, comenta.

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Agricultura e pecuária e o valor do diesel

João Martins, presidente da CNA | abc+



João Martins, presidente da CNA

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao governo federal o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel no país de 15% para 17%. A entidade afirmou, em reportagem da Agência Brasil, que a medida ajudaria a reduzir impactos da alta do petróleo provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio.

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O pedido foi encaminhado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em ofício assinado pelo presidente da CNA, João Martins da Silva.

Segundo a reportagem da Agência Brasil, a entidade demonstra preocupação com  o conflito no Oriente Médio. A guerra tem pressionado os preços internacionais do petróleo, o que tende a elevar o valor do diesel no Brasil. O barril do petróleo tipo Brent, usado nas negociações internacionais, chegou a US$ 84, acumulando alta de cerca de 20% desde o fim de fevereiro.

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Em carta ao governo, a CNA argumenta que conflitos internacionais costumam provocar efeitos diretos no preço dos combustíveis. “O avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional”, disse João Martins no documento enviado ao ministério.

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