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ORIENTE MÉDIO

Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás

Cerca de 25% do petróleo exportado passa por países do Golfo Pérsico

Publicado em: 04/03/2026 às 09h:02 Última atualização: 04/03/2026 às 09h:02
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 O aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz. Este é o alerta que foi enviado, em nota, pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

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Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás

Foto: Agência Brasil

Por lá, circulam diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã. Desde sábado (28), os conflitos se acentuaram, com ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Ao mesmo tempo, o Irã contra-atacou bases militares americanas em países do Golfo Pérsico.

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Para o instituto, um dos reflexos esperados dessa situação é a alteração do nível dos preços do petróleo e do gás natural. Além disso, eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem causar severas interrupções, ao atingir prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão.

“A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem”, aponta.

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Brasil pode ser opção 

Já o Brasil, segundo o IBP, se apresenta como um fornecedor seguro e confiável diante de um ambiente de negócios estável. Conforme a entidade, o país pode oferecer um petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e baixa emissão de carbono.

O Brasil vem ampliando sua produção, além de ser o 9º maior exportador mundial e destinar 67% de seu volume exportado de petróleo para a Ásia.

Investimentos

A entidade defende que, diante das instabilidades geopolíticas externas, é importante que o Brasil mantenha investimentos constantes em exploração e produção para a descoberta de novas fronteiras, como a Margem Equatorial.

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“[Tudo isso] para a garantia da segurança energética, aumento da oferta exportadora e para se evitar que o país volte à condição de importador de petróleo na próxima década”, completa.

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