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INVESTIGAÇÃO

Causas de três incêndios em Novo Hamburgo aguardam laudos da perícia; dois têm indícios de ação criminosa

Enquanto um aconteceu no bairro Canudos, outros dois foram no bairro Boa Saúde, sendo que um deles culminou na morte de Maria Clara Corrêa, de 15 anos

Publicado em: 24/03/2026 às 13h:30 Última atualização: 24/03/2026 às 13h:31
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Em quatro dias, três incêndios de grandes proporções foram registrados em Novo Hamburgo. O primeiro deles, no bairro Canudos, tem indícios de ação criminosa, enquanto nos outros dois, no bairro Boa Saúde, um óbito foi confirmado. Em ao menos dois deles, há suspeita de que tenham sido criminosos.

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Num período de quatro dias, três incêndios graves  | abc+



Num período de quatro dias, três incêndios graves

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Novo Hamburgo informa que “trabalha na elaboração dos respectivos laudos periciais”, indicando que as perícias sobre as causas dos incêndios ainda não foram concluídas.

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A situação gera a preocupação da comunidade, seja pela reincidência dos casos ou até de sua gravidade. Em todos os cenários, houve a presença do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, a fim de atender a ocorrência e verificar possíveis ações humanas que deram início aos focos.

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O primeiro incêndio destruiu parte de um depósito de cuias e de EVA no dia 12 e exigiu o trabalho de nove equipes dos bombeiros de seis cidades diferentes. A partir da coleta de imagens de câmeras de segurança, a polícia pôde dar início às investigações do caso, oficialmente descrito como criminoso.

Na segunda ocorrência, no dia 13, a hipótese de ação criminosa também é considerada, mas aguarda resultado de perícia. No caso em questão, o foco teria iniciado em um veículo, atingido um galpão e, por fim, uma residência onde estavam cinco pessoas.

O terceiro registro não se alastrou por diferentes ambientes, mas culminou na morte de Maria Clara Corrêa, de 15 anos. Os motivos que levaram ao incêndio do dia 15 ainda não foram revelados. O que se sabe até o momento é que Maria estava sozinha no momento, recebeu tentativas de resgate de vizinhos, mas não foi socorrida a tempo.

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O que diz o Corpo de Bombeiros

Apesar de em dois dos casos haver a possibilidade de incêndio criminoso, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBM-RS) afirma que, de maneira geral, as principais causas estão relacionadas a falhas em instalações elétricas, sobrecarga de energia, uso inadequado de equipamentos e, em alguns casos, ação humana por negligência ou imprudência.

Nas três ocorrências listadas, o trabalho das guarnições evitou danos maiores, inclusive evitando que o fogo se alastrasse para construções próximas aos endereços  afetados. O CBM-RS comenta que instalações elétricas antigas, uso excessivo de extensões, equipamentos ligados por longos períodos sem supervisão são alguns dos aspectos que exigem atenção, enquanto que para os comércios, a atenção deve se estender ao cumprimento das normas de segurança, principalmente na manutenção do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI).

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A corporação lembra que o 193 deve ser acionado assim que forem notadas as chamas.

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