Todos os dias, quase duas mil pessoas cruzam as portas das unidades de saúde de Novo Hamburgo em busca de atendimento. Somadas, elas formam um retrato expressivo! A cidade registra média mensal de 57,6 mil pessoas atendidas na rede pública. O número equivale a um quarto da população estimada pelo IBGE (2022), de 227 mil habitantes, e revela a alta demanda constante pelos serviços municipais, que vão desde consultas básicas até procedimentos de urgência e emergência.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Os dados fazem parte de um levantamento recente da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e ajudam a dimensionar o tamanho do sistema que atende diariamente moradores de todos os bairros — e também de cidades vizinhas — com maior concentração na atenção primária, incluindo unidades de saúde da família (USF), unidades básicas de saúde (UBS) e atendimentos de saúde mental.
Entre essas pessoas está a jovem mãe Natália de Moraes, 26 anos, moradora do bairro Santo Afonso. Com uma filha de apenas 7 meses, ela utiliza o SUS com frequência. “Com bebê pequeno, a rotina de consultas e vacinas é constante”, conta. Na última visita, ela esteve na UBS Santo Afonso, onde a filha Melissa recebeu as vacinas VIP (paralisia infantil inativada) e pentavalente. Segundo Natália, o atendimento é parte da rotina do início da vida da filha. “Sempre venho aqui, faz parte do cuidado da saúde dela”, afirma.

Foto: Fundação Saúde Novo Hamburgo/Divulgação/Arquivo
Os números, contudo, poderiam ser ainda maiores uma vez que, atualmente, Novo Hamburgo contabiliza 448 mil cartões do Sistema Único de Saúde (SUS) ativos. É praticamente o dobro da população local. A diferença, segundo a SMS, ocorre por conta de cadastros antigos, duplicados ou de pessoas que se mudaram e não atualizaram o endereço.
Também há usuários de outros municípios que se declaram moradores de Novo Hamburgo, usando comprovantes de endereço de habitantes, para ter acesso a atendimentos especializados. “O Município possui 448 mil cartões SUS. Isso não significa que essas 448 mil pessoas de fato moram ou utilizam o sistema de saúde de Novo Hamburgo”, explica a secretária Betina Espíndula.
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