Em 20 de janeiro, um incêndio assustou os pacientes do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (FSNH), especialmente os que estavam na ala conhecida como Águia. Por volta do meio-dia, um paciente em surto ateou fogo no colchão da sala em que era atendido.

Foto: Fotos Juliano Piasentin/GES-Especial
O setor, que comportava 33 quartos, precisou ser evacuado e interditado. A ala recebia enfermos do setor de traumatologia. No entanto, uma das salas era usada para atendimentos psiquiátricos.
O aposento em questão ficou totalmente danificado. Vidros explodiram, paredes foram queimadas e equipamentos perdidos. Entretanto, a estrutura do prédio ficou intacta.
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Ainda assim, a Ala Águia segue parcialmente fechada cinco meses depois. Conforme a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), não há déficit nos atendimentos.
Os pacientes que estavam nos leitos foram realocados para outras áreas da casa de saúde. Atualmente, o local, que passou por reforma parcial, recebe doentes em 12 quartos distantes do foco de incêndio. As janelas, que tiveram os vidros quebrados, foram consertadas, assim como as paredes receberam nova pintura.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os leitos passaram por inspeção de um engenheiro hospitalar, para que pudessem receber pacientes em segurança. O uso da ala foi necessário para suprir as necessidades do hospital no período em que doenças respiratórias começaram a sobrecarregar o atendimento hospitalar.
“A adequação foi executada para atender a demanda dos pacientes, em razão do frio”, explica Roberta Geuzzon, diretora de gestão hospitalar. A profissional afirma que os reparos foram fundamentais para o funcionamento da casa de saúde. “Se não fosse isso, não teríamos espaço para esses pacientes que estão internados.”
A SMS reforça que não há previsão de liberação total da Águia, já que uma reforma completa é necessária para o funcionamento pleno. Vale ressaltar que a ala é a estrutura mais antiga do HMNH.
Reforma e espera pelo Estado
No que se refere à reforma, a SMS explica que enviou proposta ao Estado e aguarda a liberação do recurso. O projeto para deixar a ala renovada foi avaliado em R$ 1.484,597,13.
Todos os quartos serão refeitos, assim como as entradas de oxigênio que precisam ser adaptadas. Aparelhos de ar-condicionado devem ser substituídos, visando a um maior conforto para as pessoas internadas.
Apesar do incêndio ter motivado a busca por recursos, a demanda é antiga. Há dois anos, a SMS elaborou os projetos da unidade e também da ampliação do Centro de Parto Normal (CPN).
As propostas foram cadastradas junto à Secretaria Estadual de Saúde (SES) por meio do programa Avançar RS.