Atingida por um incêndio em janeiro, a Unidade Águia, no Hospital Municipal, segue interditada para atendimento. Conforme a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FNSH), o objetivo é conseguir recursos junto ao governo federal para realizar uma reforma de todo o espaço. A decisão leva em conta a segurança da equipe e dos pacientes.

Foto: Laura Rolim/GES-Especial
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O local foi fechado no dia 20 de janeiro, quando um paciente psiquiátrico colocou fogo em um colchão de um dos quartos da ala. Desde então, a FSNH tenta conseguir cerca de R$ 1,9 milhão para reformar toda a Unidade Águia. “São quartos antigos que já exigiam uma reforma total e tiveram sua estrutura ainda mais comprometida com o incêndio. Devido aos danos estruturais, mantivemos a unidade Águia interditada enquanto aguardamos a aprovação do projeto e a liberação dos recursos financeiros junto à Secretaria Estadual de Saúde”, explica a diretora-presidente Vânia Horbach.
Segundo a assessoria da FSNH, a decisão de manter a ala fechada não tem afetado o fluxo dos atendimentos aos pacientes que tiveram que ser transferidos para outras unidades do hospital. Alguns, inclusive, foram desospitalizados, através de um novo projeto do Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD). Com esse serviço, os pacientes aptos a seguir os tratamentos em casa passam a ser acompanhados por uma equipe multidisciplinar, que atende em domicílio, conforme a necessidade do caso. Dessa forma, cerca de 20 leitos foram liberados em um mês.
“Graças ao empenho dos funcionários em organizar os fluxos internos, à agilidade do poder público e ao auxílio dos hospitais da região, conseguimos garantir a continuidade dos atendimentos sem maiores prejuízos aos pacientes”, afirma Vânia.
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Aumento de atendimentos preocupa
No entanto, a desativação da ala preocupa a FSNH por conta da demanda prevista com a chegada do inverno, em que as ocorrências de doenças respiratórias acabam aumentando. “Inclusive, já houve aumento no atendimento após a volta às aulas e carnaval”, informa a assessoria.
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Outra preocupação é em relação ao aumento de casos de dengue, já que, com base em anos anteriores, é comum aumentar entre os meses de maio e agosto. No ano passado, segundo a Vigilância em Saúde, Novo Hamburgo registrou 3.344 casos de dengue. “Por tudo isso, estamos aguardando ansiosamente pela aprovação do projeto de reforma e pela liberação de recursos”, ressalta Vânia.
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