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DIA DA MULHER

Cinedebate convida apenados do Instituto Penal de Novo Hamburgo a refletirem sobre agressividade e masculinidade tóxica

Ação nacional é alusiva ao Dia da Mulher e tem objetivo de prevenir reincidências e violência contra a mulher

Publicado em: 05/03/2026 às 16h:38 Última atualização: 15/05/2026 às 15h:56
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Foi em meio aos livros que 18 apenados do Instituto Penal de Novo Hamburgo (IPNH) participaram do CineDebate com a exibição do documentário O Silêncio do Homem nesta quinta-feira (5). A ação faz parte do programa Operação Mulher 2026, do Ministério de Justiça e Segurança Pública, organizada na região pela Diretoria de Políticas Penais da Secretaria Nacional de Políticas Penais.

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Alusivo ao Dia Internacional da Mulher (comemorado no domingo, dia 8), o Cinedebate tem o objetivo de prevenir a reincidência de crimes e casos de violência contra a mulher.

A atividade foi ministrada no IPNH por meio do Departamento de Tratamento Penal. No local, estiveram presentes o diretor substituto do IPNH, Ezequiel Pires da Silva, junto às assistentes sociais Rosane Silveira Lampert e Sandra Fonseca, e ao psicólogo do Creas Florescer, Jaime Carlos Vidarte Gaspary.

Ezequiel Pires da Silva, menciona o papel de ações como essa na ressocialização de homens em restrição de liberdade. “Nossa ideia é mexer com o problema da masculinidade. Historicamente, ela é desenvolvida de um jeito diferente na sociedade, então por meio do documentário a gente combate certas situações estruturadas na sociedade referentes a violência de gênero.”

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Rosane explica que os apenados do IPNH não estão ali devido a ocorrências de violência contra a mulher. “Mas a ação é uma oportunidade para eles pararem e pensarem um pouquinho. Esse filme traz muitas questões da infância deles, então eles vão conseguir se identificar com alguns momentos.”

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Sandra também destaca o papel conscientizador da ação. “A expectativa é colocar um ponto de interrogação nas cabeças deles. Que a partir dali eles possam pensar de outra maneira e que fique a pergunta ‘tá, e como fazer?’”

O psicólogo Jaime descreve que ações como essa costumam gerar resultados positivos entre os apenados. “Esse documentário gera uma reflexão sobre como o machismo também nos é danoso, também nos fere. E muitas vezes, por não sermos ensinados a lidar com nossas questões emocionais, acaba resultando em uma situação de violência de gênero.”

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“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

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Debate entre os apenados e o psicólogo

Liderada por Jaime, a roda de conversa girou ao redor de temas como maneiras saudáveis de lidar com emoções, as origens da violência contra a mulher e estratégias para reduzir casos. Cercado por olhos atentos, Jaime iniciou a conversa com uma pergunta: “quem aqui teve pai presente?”, e sobre já terem visto o pai ou a mãe chorar.

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Dos 18 apenados, oito levantaram a mão para a primeira pergunta. Já para as outras duas, a maioria demonstrou já ter visto a mãe chorar, mas não o pai. A proposta instigou os participantes a refletirem sobre a importância de conversar sobre o que sentem e lidar com emoções de forma mais saudável.

Inicialmente tímido, o público, desacostumado a desabafar, começou a se soltar a partir de questionamentos propostos pelo psicólogo. “Antigamente eu só matava as coisas no peito. Não falava com ninguém, aí algo me fazia estourar e as pessoas diziam ‘pra quê? Uma coisinha de nada!’”, disse um dos detentos.

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Entre os presentes, a opinião sobre violência contra a mulher e suas origens também foi abordada. “Em mulher não se bate. Não deu certo? Vai cada um para o seu lado”, expôs um deles.

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