A cidade de Novo Hamburgo deve contar, ainda em 2026, com mais de 1 mil novas câmeras de segurança espalhadas pela entrada do município.
A informação é divulgada pelo secretário municipal de Segurança Pública (SMSP), Rosalino Seara, que afirma que a implementação faz parte da fase 2 do programa SmartNH, com foco na ampliação da tecnologia em serviços públicos.

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
De acordo com o secretário, a estimativa é que os equipamentos, que devem contar com reconhecimento facial e identificação de placas de carro sejam instalados até o meio do ano, formando o que ele chama de “cinturão de segurança”.
No dia 6 de fevereiro, a SMSP firmou parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para viabilizar a instalação dos equipamentos na BR-116.
Conforme a Prefeitura, a pasta também segue em tratativas com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), com a proposta de ampliar a integração e o compartilhamento de informações.
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Fases
“Por enquanto nós estamos na fase 1 da SmartNH, que vai ter quatro fases, e agora já foi assinada a segunda fase pela empresa DGT, que é a empresa contratada. Mas são muitos equipamentos e todos têm que ser testados, por isso a gente espera que até a metade do ano sejam colocados em prática”.
O programa foi apresentado em agosto de 2025 e, segundo material divulgado pela Prefeitura na época, é fundamentado em cinco pilares estratégicos: segurança inteligente, gestão pública integrada, mobilidade e infraestrutura inteligente, cidade conectada e participação cidadã.
Ainda segundo a Prefeitura, esse planejamento contempla o aplicativo Conecta NH, formalização de parceria público-privada (PPP) para iluminação pública, sistema de alertas intersetoriais com inteligência artificial para prevenção de riscos, postes inteligentes com câmeras e wi-fi público, entre outras ações.
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Reconhecimento fácil e identificação de placas
Rosalino Seara afirma que, dentre os equipamentos, deve haver câmeras de reconhecimento facial e ferramentas para identificação de placas de carro, com o objetivo de ampliar as chances de identificação quando um criminoso acessa a cidade.
“Nós temos aqui um banco de dados com foragidos de toda a Grande Porto Alegre, na exceção da capital, então quando uma pessoa passa por uma das câmeras que já existem, temos a condição de identificar se está no nosso banco de dados ou não”, explica.
“E se não estiver no banco de dados, a gente coloca. Cometeu arrombamento na loja tal, no dia tal, ele vai passando por qualquer câmera de reconhecimento facial na cidade, vai apitar aqui e nós vamos lá e identificamos as pessoas”, continua.
O secretário acrescenta que a ampliação da tecnologia de câmeras de reconhecimento facial no município pode ajudar a dificultar a fuga de criminosos.
“Porque o que acontece? Quando uma pessoa vai cometer um arrombamento, ele viu que passou uma viatura e vai levar um tempo para ela passar de novo, então ele ou entra na capa do telhado, ou arromba e fica lá dentro. A viatura vai passar e não vai ver nada”, exemplifica.
“Então a intenção é que, primeiro, reforce a segurança. Segundo, com câmeras melhores a gente tem condições de identificar essa pessoa”, continua.
Com isso, o secretário observa que a taxa de criminalidade pode tanto aumentar como reduzir no município. “Pode reduzir, porque ao ver que têm câmeras, eles podem querer passar longe, mas também pode aumentar, porque eles vão ser identificados com mais frequência.”
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Trabalho integrado

Foto: Arquivo/GES
Seara informa, ainda, que a secretaria ainda pretende reunir-se com representantes do comércio e da comunidade para aumentar, ainda mais, a eficácia do sistema a ser implementado.
“O dever da segurança é do Estado, mas a responsabilidade deve ser de todos. Então vamos fazer reuniões com comerciantes, CDL e Sindilojas e também vamos nos bairros conversar com os moradores para orientar o que eles podem fazer”, anuncia.
“Queremos ter um canal direto aqui. Principalmente quando tem um arrombamento, que as imagens venham direto para nós, e nós já fazemos as pesquisas e passamos para a Polícia Civil ou prender a pessoa, ou identificar”, prossegue.
As parcerias devem estender-se ainda para outros órgãos de segurança e municípios. “Já assinamos com a PRF para instalar algumas na rodovia e já estamos em tratativas com o CRBM para colocar também na RS-239”, diz.
“Além disso, já cedemos nosso banco de dados para Estância Velha e São Leopoldo também tem interesse, já trouxe propostas de contrapartidas. Estamos em tratativas para termos uma segurança maior aqui no entorno”, completa.
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Redução da criminalidade e aumento das prisões
De acordo com o balanço de 2025 divulgado pela Prefeitura de Novo Hamburgo, o banco de dados com informações sobre foragidos e o uso de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial estiveram entre os fatores que contribuíram com o aumento de prisões no ano passado.
“O deslocamento de guardas que antes realizavam atividades administrativas para o patrulhamento ostensivo, somado a essas ações, ampliou o número de prisões e, consequentemente, ajudou a reduzir a criminalidade”, avalia o secretário Seara, por meio de nota.
Conforme o Observatório de Segurança, houve um aumento de 27,01% no número de prisões em flagrante entre 2024 e 2025, de 137 para 174.
Já o cumprimento de mandados de prisão e recaptura mais do que dobrou, com um aumento de 47 para 130, ou seja, 176,6%. O total de prisões realizadas foi de 184 em 2024 para 304 em 2025, subindo 65,22%.