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Consumo de água

Com mais captação, Comusa garante estabilidade no abastecimento de água em Novo Hamburgo

Aumento de vazão e modernização da estação em Lomba Grande, Comusa afirma ter superado risco de desabastecimento por escassez neste verão

Dário Gonçalves
Publicado em: 13/02/2026 às 15h:20 Última atualização: 17/02/2026 às 11h:18
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Depois de enfrentar dificuldades para manter o sistema cheio no verão passado, Novo Hamburgo atravessa o período mais quente deste ano sem registrar desabastecimento por falta de água. A mudança, segundo a Comusa – Serviços de Água e Esgoto, está diretamente ligada à ampliação da capacidade de captação na Estação de Água Bruta (EAB), em Lomba Grande.

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Comusa conta com bomba reserva "fria" para ser utilizada caso necessário | abc+



Comusa conta com bomba reserva “fria” para ser utilizada caso necessário

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Até o início de 2025, o sistema operava com vazão média de 660 litros por segundo. Após um conjunto de intervenções mecânicas, hidráulicas e civis na estrutura existente, a produção passou a alcançar 740 litros por segundo de forma estável. Em momentos de maior demanda, é possível operar em 760 litros por segundo com folga, podendo chegar a 800 litros em situações pontuais, sem comprometer a segurança operacional.

O que mudou na estação

As obras envolveram a revisão completa das bombas, substituição de tubulações e válvulas e a aquisição de uma nova bomba com maior potência. De acordo com o diretor técnico, Neri Chilanti, o sistema anterior apresentava limitações que reduziam a eficiência da captação. Com os ajustes e a recuperação do rendimento das bombas, a estação passou a operar com maior estabilidade e margem de segurança. Um dos exemplos foi a troca de uma válvula de retenção que não abria totalmente, restringindo a passagem de água até a estação de tratamento.

Válvula nova foi colocada em substituição à antiga que já não operava corretamente | abc+



Válvula nova foi colocada em substituição à antiga que já não operava corretamente

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Verão anterior exigiu manobras

No verão passado, conforme a Comusa, foi necessário reservar água durante entre 1h e 5h da manhã para manter os reservatórios abastecidos ao longo do dia. Neste ano, segundo Chilanti esse tipo de estratégia não foi necessária.

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Atualmente, mesmo após o horário de maior consumo — geralmente depois do almoço — os reservatórios permanecem, em média, com cerca de 70% da capacidade. As melhorias permitem que a Comusa desligue as principais bombas entre 18h e 21h, período em que a tarifa de energia elétrica é mais elevada, retomando a operação plena à noite sem que a população perceba impacto no abastecimento. “Este horário representa 80% do custo de energia, que é 10x mais cara nesses horários”, afirma.

Interrupções ainda podem ocorrer

Diretor técnico da Comusa, Neri Chilanti | abc+



Diretor técnico da Comusa, Neri Chilanti

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

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A situação do Rio dos Sinos, que abastece o município, também influencia o sistema. O nível considerado crítico é de 2 metros e, no momento da visita à estação, o rio marcava 2,56 metros. “Essa faixa de 56 centímetros é delicada, passamos o inverno com 5, 6 metros, muito tranquilo. Abaixo de três começamos a ter um pouco mais de problema porque a quantidade de poluentes que chegam no rio é praticamente a mesma. Então, é menos água, e mais sujeira. Mesmo nessas condições de baixo nível, estamos conseguindo a produção de 760 litros por segundo, sem problemas”, conta Chilanti.

O diretor ressalta que a estabilidade na captação não elimina eventuais interrupções no fornecimento. Isso porque fechamentos de registro para consertos na rede podem gerar desabastecimento temporário, especialmente para imóveis que não possuem reservatórios. Dependendo do reparo, o fechamento pode durar de 30 minutos a até 12 horas.

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Próxima etapa amplia capacidade

A Comusa também está concluindo a implantação de uma nova adutora na travessia do banhado do Rio dos Sinos, na chamada ponte seca, além de encaminhar a contratação para instalação de novas bombas em uma nova casa de bombas, construída ao lado da atual. A previsão é que, até o verão de 2027, a capacidade de captação alcance 960 litros por segundo.

Comusa mantém previsão de término no começo de 2026 | abc+



Comusa mantém previsão de término no começo de 2026

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

Segundo ele, a estrutura já está dimensionada para, com a instalação de mais um equipamento, atingir 1.300 litros por segundo no futuro, projeção que considera o crescimento populacional e o aumento da demanda em até 40 anos.

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Por fim, com a ampliação já realizada e os investimentos em andamento, a Comusa afirma que o sistema opera atualmente com margem suficiente para atender o consumo atual sem necessidade de racionamento por falta de água — cenário diferente do registrado no verão passado.

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