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NOVO HAMBURGO

Comusa garante abastecimento de água para o próximo verão

Diretor-geral da autarquia, Paulo Kopschina fala sobre os 180 dias de gestão e medidas para evitar o desabastecimento em Novo Hamburgo

Publicado em: 15/07/2025 às 17h:40 Última atualização: 16/07/2025 às 08h:22
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Em entrevista sobre os 180 dias à frente da Comusa, o diretor-geral, Paulo Kopschina, afirmou, nesta terça-feira (15), que a autarquia trabalha para garantir o abastecimento de água no próximo verão. De acordo com ele, é realizada uma série de medidas para evitar a falta de água durante a estação mais quente do ano.

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Avaliação de seis meses: diretor-geral da Comusa Paulo Kopschina, em entrevista na ABC 103.3 com João Paul Gusmão | abc+



Avaliação de seis meses: diretor-geral da Comusa Paulo Kopschina, em entrevista na ABC 103.3 com João Paul Gusmão

Foto: Susi Mello/GES-Especial

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Durante o programa NH10, da Rádio ABC 103.3, com o jornalista João Paulo Gusmão, Kopschina explicou que, atualmente, a Comusa capta cerca de 740 litros por segundo, mas a previsão é que o volume aumente entre 780 e 800 litros por segundo em outubro.

“Nós tivemos que garantir isso para o prefeito Gustavo Finck, que o verão que vem não pode faltar [água] e não vai faltar.”

 

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Modernização das bombas

A expectativa é que não se repitam os episódios de falta de água, como o que afetou a população hamburguense em fevereiro. Para garantir o abastecimento durante o verão, as três bombas atuais, junto à captação de água bruta no Rio dos Sinos, serão modernizadas.

Nova adutora de captação

Ainda entre as medidas, está a construção de uma nova adutora de captação de água bruta, junto à Estrada da Integração Leopoldo Petry, que está com 60% das obras estão prontas.

Falta de água

O diretor-geral da autarquia ainda destacou que, esporadicamente, há reclamações sobre falta de água, especialmente em sábados, dia de maior consumo em Novo Hamburgo. 

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“Tivemos, há duas semanas, em um sábado, um rompimento de rede de uma adutora. Canudos amanheceu, no sábado, sem água em toda a região. Isso para o comércio é terrível e para as residências também”, comenta.

Kopschina reconheceu a necessidade de se “arcar com essas consequências e fazer de tudo para que isso não aconteça”.

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Esgoto

Em relação ao esgoto, Kopschina descreve como um grande desafio tratar o esgoto, que hoje está em pouco mais de 8%. “Estamos com uma obra gigantesca em andamento, uma obra de mais de R$ 70 milhões, que é a estação de tratamento Luiz Rau, que pegou ritmo”, comenta.

Com isso, quando a obra – com financiamento da Caixa Econômica Federal e Banco do Estado do Rio Grande do Sul – estiver pronta, chegará a 50% do esgoto tratado na cidade.

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A população

Kopschina ainda citou a importância da população descartar corretamente os resíduos, que 5% da água tratada é consumida por “gato” em áreas invadidas e que 47% da água tratada é perdida.

A presença de resíduos é um ponto complicado na lagoa que está em frente à Casa de Bombas em Novo Hamburgo. O serviço de preparação de limpeza de canalizações, de desassoreamento, exigiu um “trabalho gigantesco” e “custou muito dinheiro”, segundo ele.

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O gestor acredita que a conscientização da população virá a longo prazo. “Eu não tenho esperança que, dentro dos próximos cinco, dez anos, isso seja resolvido. É comum as pessoas largarem o lixo em qualquer lugar. No próprio dia a dia a gente vê latinhas de refrigerante e cerveja jogadas no cordão da calçada, lixo no cordão da calçada, e isso tudo vai para dentro dos bueiros, isso tudo vai, acaba indo para o Rio dos Sinos”, observa.

Vazamentos

Ainda na entrevista, Kopschina pede que os hamburguenses ajudem a alertar sobre casos de vazamento de água. “O próprio prefeito Gustavo Finck faz esse monitoramento, mas gostaríamos que todos fizessem isso.”

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O aviso também se estende aos vazamentos de esgoto: “Nós vamos lá ver se é esgoto, se é pluvial, se é água tratada. Temos uma perda de água tratada muito grande na cidade de Novo Hamburgo. Isso é um tema recorrente para nós e nós estamos tendo esse cuidado. Nós chegamos aí com cerca de 47% de perda de água tratada. Mas essa não é a perda real”, complementa.

Comusa garante abastecimento de água para o próximo verão
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