A operação Dia D deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (14), em São Leopoldo, teve repercussão imediata na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. A vice-presidente do Legislativo hamburguense e inspetora da Polícia Civil, Daia Hanich (MDB), usou o espaço de Comunicação de Lideranças durante a sessão para comentar o caso, que envolve um ex-vereador acusado de desvio de recursos públicos por meio da prática conhecida como “rachadinha”.

Foto: Divulgação: Moris Mozart Musskopf /CMNH
O alvo da operação é Hitler Pederssetti, ex-vereador de São Leopoldo eleito em 2020 pelo Democratas. Ele é suspeito de manter assessores fantasmas e exigir parte dos salários da equipe durante seu mandato, entre 2021 e 2022. A investigação aponta que o esquema pode ter desviado cerca de R$ 90 mil dos cofres públicos. Pederssetti concorreu à prefeitura de São Leopoldo em 2024 pelo Podemos, mas não foi eleito.
“Quero informar que hoje ocorreu uma operação policial na cidade de São Leopoldo de combate à corrupção. O alvo: um ex-vereador, por esquema de rachadinha. O que é a rachadinha? É a divisão de salários – quando o vereador usa dos seus cargos de confiança ou dos seus assessores parlamentares para solicitar uma parte do salário deles para si ou para outras pessoas que ele queira beneficiar”, explicou a emedebista sem citar o nome do ex- parlamentar.
A vereadora destacou a gravidade da prática e afirmou que atitudes como essa ferem não apenas a confiança da população, mas também a dignidade dos servidores: “Esse tipo de conduta é inadmissível. A comunidade precisa e exige mais respeito, mais consideração. Não só com a comunidade, mas também com os funcionários que são lesados. Fica aqui registrada a minha revolta e a minha indignação. Lamento muito por esse tipo de política e por esse tipo de político”, concluiu.