Durante a votação em segundo turno do Plano Plurianual (PPA) de Novo Hamburgo para o período de 2026 a 2029, aprovada por unanimidade nesta quarta-feira (6), um embate entre os vereadores Professora Luciana Martins (PT) e Joelson de Araújo (Republicanos) chamou a atenção no plenário da Câmara. A divergência teve início quando a parlamentar mencionou uma emenda de sua autoria que previa R$ 300 mil anuais para incentivo ao Carnaval.
CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP

Foto: TV Câmara Novo Hamburgo
“Uma das emendas é sobre o Carnaval nesta cidade, que não aconteceu em 2025. Ela traz o valor pouco significativo, mas que faz diferença, e me sinto muito confortável de vir aqui nessa tribuna defender uma emenda de 300 mil para 2026 e sucessivamente para os outros três anos que segue no plano. A política se faz com fato efetivo, e ter uma emenda que garanta a maior festa popular do nosso país é fundamental”, afirmou a vereadora.
LEIA MAIS: Filme gravado em Lomba Grande tem pré-estreia neste fim de semana em Novo Hamburgo
Na sequência, Joelson criticou a proposta e questionou as prioridades orçamentárias do município. “Eu tô enxergando isso aqui como um palco político, onde a gente apresenta algo em emendas e depois quer cobrar algo que não tem como ser feito. Falar em R$ 300 mil pro carnaval… nós podemos fazer o seguinte: vamos abrir a ‘bateria da hérnia’, que há 100 pessoas de cirurgia de hérnia aguardando. Há 100 pessoas de vesícula, podemos fazer o ‘abre alas da vesícula’”, declarou.
O parlamentar prosseguiu dizendo que “isso é uma piada mesmo, só pode ser”, ao defender que a verba municipal deveria estar voltada a áreas como saúde. “Falar em dinheiro agora pra carnaval, que cultura né? O pessoal tem um espaço tremendo, um ano todo para trabalhar e captar recursos para fazer o carnaval próprio. E daí nós temos que tirar dinheiro do bolso do município, onde nós temos 1.500 pessoas aguardando cirurgia eletiva, pra fazer isso aí”, completou.

Foto: TV Câmara Novo Hamburgo
A professora Luciana respondeu, citando que a cultura também integra políticas de saúde pública. “É necessário defendermos nossas pautas respeitando o ponto de vista de cada um. E quando se vai a essa tribuna, eu suponho que vamos defender as nossas propostas, e não atacar as propostas alheias”, rebateu, dizendo ainda que indicaria um livro sobre o tema ao colega vereador. “É lamentável que se faça esse tipo de discussão”, finalizou.