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MISTÉRIO EM NOVO HAMBURGO

"Disseram que foi atropelado": homem achado em frente a clínica morre e família contesta versão da queda

A vítima sofreu morte cerebral devido ao ferimento na cabeça; a Delegacia de Homicídios é a responsável pela investigação

Publicado em: 18/07/2026 às 20h:05 Última atualização: 18/07/2026 às 20h:06
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Homem encontrado desacordado em frente a clínica de Novo Hamburgo morreu na manhã deste sábado (18). Edison Luiz Teixeira Rodrigues, de 45 anos, estava internado no Hospital Municipal de Novo Hamburgo em estado grave desde terça-feira (14), o falecimento ocorreu por morte cerebral.

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Edison Luiz Teixeira Rodrigues tinha 45 anos | abc+



Edison Luiz Teixeira Rodrigues tinha 45 anos

Foto: Acervo Pessoal

O óbito foi confirmado pela família da vítima e pela assessoria do Hospital. Edison foi achado inconsciente na calçada de uma clínica no bairro Primavera na tarde de terça.

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O que aconteceu com Edison ainda é um mistério. A versão da clínica é que o homem teria saído correndo, caído e batido a cabeça, mas para a família, a história não é um simples acidente. 

Segundo relatado, Edison teria chegado no hospital com diversos hematomas no corpo que não condizem com apenas uma queda na rua. A polícia investiga o caso para apurar o que realmente aconteceu.  

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A Polícia Civil apura o caso desde a quarta-feira (15), porém, quem assumirá a responsabilidade das investigações será da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Linha do tempo       

Segundo Boletim de Ocorrência registrado pelo pai da vítima, Edison Quevedo Rodrigues, por volta das 14 horas desta terça, a vítima teria ido até a clínica para realizar a cobrança de um valor em dinheiro. Edison Luiz foi internado neste estabelecimento por dois meses, saindo no início de maio deste ano, por desentendimento com a clínica.                                                                                      
A vítima, que tinha histórico de uso de substâncias ilícitas, queria receber o valor pago no início do mês de maio — antes de deixar o tratamento — que cobriria todo o decorrer daquele mês, porém, não foi utilizado. Edson Luiz saiu da clínica no dia 10 de maio e foi para a casa da sua companheira.   

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Nesta mesma tarde, o pai da vítima recebeu uma ligação da coordenadora da clínica que informou que negou a solicitação do filho pois apenas a mãe dele poderia realizar o pedido já que ela era a contratante do serviço, ele apenas era usuário.                             
Diante disso, foi relatado um desentendimento entre a coordenadora e a vítima, que saiu correndo da clínica, tropeçou e caiu de cabeça na calçada. O pai de Edison Luiz registra ainda no B.O que pede que a polícia investigue e peça acesso às câmeras em frente ao local, para apurar o ocorrido.

Controvérsias

A família afirma que suas desconfianças começaram por conta da mudança de narrativa da coordenadora da clínica para cada ente querido de Edison Luiz que ela contatou . Segundo a irmã da vítima, Juliane Teixeira Rodrigues, o relato inicial era de que ele havia sido atropelado. “Inicialmente a coordenadora informou que ele foi atropelado, num segundo momento veio com outra história que tropeçou e caiu sozinho”. 

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O relato do atropelamento, segundo Juliane, ocorreu em ligação com a mãe e, também, com a namorada da vítima. Para o pai de Edison Luiz e comunicante da denúncia feita à polícia foi passada a versão da queda.

                                                                                                         

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