Na tarde desta terça-feira (14) o Samu foi acionado para atender um homem desacordado em frente a uma clínica, no bairro Primavera ,em Novo Hamburgo. O indivíduo teria caído na calçada e batido a cabeça. A vítima foi encaminhada para o Hospital Municipal de Novo Hamburgo em estado grave.
Mas, para a família da vítima, identificada como Edison Luiz Teixeira Rodrigues, 45 anos, a história não é um simples acidente. Segundo relatado, Edison teria chegado no hospital com diversos hematomas no corpo que não condizem com apenas uma queda na rua. A polícia investiga o caso para apurar o que realmente aconteceu.
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Foto: Ilustrativa/Freepik
Linha do tempo
Segundo Boletim de Ocorrência registrado pelo pai da vítima, Edison Quevedo Rodrigues, por volta das 14 horas desta terça, a vítima teria ido até a clínica para realizar a cobrança de um valor em dinheiro. Edison Luiz foi internado neste estabelecimento por dois meses, saindo no início de maio deste ano, por desentendimento com a clínica.
A vítima, que tinha histórico de uso de substâncias ilícitas, queria receber o valor pago no início do mês de maio — antes de deixar o tratamento — que cobriria todo o decorrer daquele mês, porém, não foi utilizado. Edson Luiz saiu da clínica no dia 10 de maio e foi para a casa da sua companheira.
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Nesta mesma tarde, o pai da vítima recebeu uma ligação da coordenadora da clínica que informou que negou a solicitação do filho pois apenas a mãe dele poderia realizar o pedido já que ela era a contratante do serviço, ele apenas era usuário.
Diante disso, foi relatado um desentendimento entre a coordenadora e a vítima, que saiu correndo da clínica, tropeçou e caiu de cabeça na calçada. O pai de Edison Luiz registra ainda no B.O que pede que a polícia investigue e peça acesso às câmeras em frente ao local, para apurar o ocorrido.
Controvérsias
A família afirma que suas desconfianças começaram por conta da mudança de narrativa da coordenadora da clínica para cada ente querido de Edison Luiz que ela contatou . Segundo a irmã da vítima, Juliane Teixeira Rodrigues, o relato inicial era de que ele havia sido atropelado. “Inicialmente a coordenadora informou que ele foi atropelado, num segundo momento veio com outra história que tropeçou e caiu sozinho”.
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O relato do atropelamento, segundo Juliane, ocorreu em ligação com a mãe e, também, com a namorada da vítima. Para o pai de Edison Luiz e comunicante da denúncia feita à polícia foi passada a versão da queda.
Câmeras de segurança
A irmã também revela que entrou em contato com a clínica para pedir acesso às câmeras, mas foi negado. “Primeiramente disse que não tinha câmeras, após contestar ela porque temos fotos da clínica com câmeras na parte externa, informa que não está ligada.”
O estado da vítima segue grave. Nesta quinta-feira (15), a família informou que Edison Luiz avança para uma morte encefálica. Segundo Juliane “ele tem sinais de respiração e coração mas estão enfraquecendo aos poucos”. Se o óbito for confirmado, o desejo da família e que os órgãos da vítima sejam doados.
Até a última atualização desta reportagem, a polícia estava em diligência, indo até o local do incidente para ter acesso às câmeras. A investigação segue em aberto.