Começaram na segunda (23) e vão até sexta-feira (27), das 8 às 11 horas e das 13h30 às 16h30, e das 18 horas às 20h30 na quinta-feira (26), as matrículas presenciais para os cursos gratuitos das áreas de Artes Visuais, Dança e Música na Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira – Carlão, em Novo Hamburgo.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
De acordo com o diretor da instituição, Lutero Oliveira, serão cerca de 200 vagas para mais de dez cursos. As turmas são divididas por faixa etária, contando com alunos a partir de cinco anos até o público 80. Até hoje as matrículas serão exclusivas para estudantes da rede municipal, já nos dias 26 e 27 são expandidas à comunidade.
As aulas vão iniciar na próxima semana e ocorrem durante todo o ano, semanalmente até dezembro. Alguns materiais são disponibilizados pela instituição, como equipamentos musicais para quem ainda não possui, mas outros é preciso adquirir. Os itens necessários para cada curso são informados.
Benefícios
Para o diretor, o ensino das artes é fundamental, com impactos desde as relações entre seres humanos até à saúde mental. “A arte por si só carrega o benefício da experiência de tu conseguir passar o que está sentindo, tanto através da dança quanto do desenho e da pintura, ouvindo, cantando e tocando uma música”, ressalta.
Segundo o professor Rodrigo Chave, as aulas têm o objetivo de aproximar os alunos de seus universos e promover aprofundamentos críticos e estéticos no campo das artes. “Por meio de estudos técnicos, práticas exploratórias e exposições coletivas, os estudantes desenvolvem a arte enquanto linguagem e forma de atuação transformadora no campo subjetivo e social”, declara.
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A Associação Pro Atelier Livre sugere a contribuição espontânea de 25 reais, porém, não é obrigatório.
Em maio deste ano, a Escola Municipal de Arte Carlão completará 40 anos, e para comemorar, a ideia será diminuir a faixa etária dos alunos para contemplar ainda mais crianças no mundo das artes. “Um presentão para a comunidade será baixar um pouquinho a idade”, menciona Oliveira.
Interesse da comunidade e entusiasmo de quem participa
No primeiro dia de abertura das matrículas, o programador Bruno Bermejo, 37 anos, foi garantir a vaga na aula de dança contemporânea para a filha, Zoe Hahn Bermejo, 9. “Sem dúvida este projeto é incentivador para as crianças que não têm possibilidade de fazer parte de algum curso pago”, relata.
A menina participou durante o ano passado e gostou tanto que quis continuar. “A gente decidiu fazer a rematrícula porque compensa muito e acrescenta na vida da criança em si”, afirma Bruno.
Estudante de Educação Física, Íris Oliveira, 35, soube da oportunidade e foi matricular a filha Diana Oliveira, 5. “Eu vi o anúncio da escola e fiquei bem feliz e interessada em em colocar ela [a filha], porque a Diana é uma criança que ama dançar e gosta muito de música”, comenta.