O evento promovido nesta quarta-feira (22) pela Associação Rio-Grandense de Apoio ao Diabético (Arad) de Novo Hamburgo, Federação Vozes do Advocacy, Lions Club Novo Hamburgo Courocap e Cáritas da Paróquia São José Operário alertou dezenas de famílias sobre o tema “Pés diabéticos”, com uma palestra ministrada pelo enfermeiro dermatológico e podiatra clínico, Gabriel Teixeira.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
De acordo com o profissional da saúde, o pé diabético é uma complicação do diabetes que se pode ter em três formatos: pé neuropático, isquêmico e misto.
“O pé isquêmico é quando tem uma baixa circulação, quando o pé não recebe o aporte sanguíneo necessário; o pé neuropático é quando o paciente tem perda da sensibilidade motora dos pés; e o misto é quando tem o pé neuropático e isquêmico”, explica o especialista.
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Teixeira ressalta que nem todo pé diabético desenvolve feridas e alerta para alguns sinais. “Formigamento, câimbra, dores. Às vezes, quando o paciente vai deitar, tem sensações de pontadas, que são os primeiros sintomas que o organismo está informando que é o desenvolvimento de um pé diabético”, afirma.
O enfermeiro dermatológico e podiatra clínico indica alguns cuidados. “Após o banho, secar bem os dedos para evitar o desenvolvimento de frieira; evitar o escalda-pés, porque a sensibilidade do pé do paciente diabético é diferente da sensibilidade de um pé normal; cortar as unhas em linha reta para evitar o desenvolvimento de unhas encravadas, entre outros.”
Importância do tema
A presidente da Arad de Novo Hamburgo, Rosana Blankenheim, ressalta que o tema é importante devido ao crescente número de casos de amputação por complicações do diabetes. “A gente acredita que é possível evitar, então começamos a trabalhar com o nosso grupo. Nós focamos também na nutrição, que é a base do tratamento do diabetes”, diz.
Segundo a coordenadora da Comissão de Prevenção do Diabetes do Lions Club Novo Hamburgo Courocap, Márcia Werkmeister, as entidades criaram o projeto para munir a comunidade de informações. “Nós percebemos que há uma carência geral, em todos os aspectos, e a informação é escassa. Então, conversando e trazendo palestras, nós estamos formando uma comunidade mais consciente”, afirma.
O trabalho de cuidado e prevenção ao diabetes acontece em parceria com a Cáritas da Paróquia São José Operário, que fornece almoços saudáveis e cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade, conforme a coordenadora do grupo, Ales Pereira.
Comunidade aprende e sana dúvidas
Uma das participantes da palestra foi a pensionista Célia Fernandes da Silva, de 75 anos. Ela descobriu o diabetes há cerca de doze anos e há cinco anos passou a ter os pés diabéticos. “Criou tipo uns fungos e tive que arrancar a unha”, conta. O tratamento inclui o uso de medicação e cuidados com a alimentação.
Célia relata que participa dos encontros promovidos pelas entidades desde o começo. “Escutando a gente vai, devagarinho, fazendo e acompanhando”, diz.
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