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SAÚDE

Especialista dá dicas para cuidados com "pés diabéticos" em evento em Novo Hamburgo

Palestra ocorreu no salão paroquial da Igreja São José Operário, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo

Publicado em: 22/04/2026 às 20h:45 Última atualização: 22/04/2026 às 20h:45
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O evento promovido nesta quarta-feira (22) pela Associação Rio-Grandense de Apoio ao Diabético (Arad) de Novo Hamburgo, Federação Vozes do Advocacy, Lions Club Novo Hamburgo Courocap e Cáritas da Paróquia São José Operário alertou dezenas de famílias sobre o tema “Pés diabéticos”, com uma palestra ministrada pelo enfermeiro dermatológico e podiatra clínico, Gabriel Teixeira.

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Quem tem diabetes precisa redobrar os cuidado com os pés | abc+



Quem tem diabetes precisa redobrar os cuidado com os pés

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

De acordo com o profissional da saúde, o pé diabético é uma complicação do diabetes que se pode ter em três formatos: pé neuropático, isquêmico e misto.

“O pé isquêmico é quando tem uma baixa circulação, quando o pé não recebe o aporte sanguíneo necessário; o pé neuropático é quando o paciente tem perda da sensibilidade motora dos pés; e o misto é quando tem o pé neuropático e isquêmico”, explica o especialista.

Teixeira ressalta que nem todo pé diabético desenvolve feridas e alerta para alguns sinais. “Formigamento, câimbra, dores. Às vezes, quando o paciente vai deitar, tem sensações de pontadas, que são os primeiros sintomas que o organismo está informando que é o desenvolvimento de um pé diabético”, afirma.

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O enfermeiro dermatológico e podiatra clínico indica alguns cuidados. “Após o banho, secar bem os dedos para evitar o desenvolvimento de frieira; evitar o escalda-pés, porque a sensibilidade do pé do paciente diabético é diferente da sensibilidade de um pé normal; cortar as unhas em linha reta para evitar o desenvolvimento de unhas encravadas, entre outros.”

Importância do tema

A presidente da Arad de Novo Hamburgo, Rosana Blankenheim, ressalta que o tema é importante devido ao crescente número de casos de amputação por complicações do diabetes. “A gente acredita que é possível evitar, então começamos a trabalhar com o nosso grupo. Nós focamos também na nutrição, que é a base do tratamento do diabetes”, diz.

Segundo a coordenadora da Comissão de Prevenção do Diabetes do Lions Club Novo Hamburgo Courocap, Márcia Werkmeister, as entidades criaram o projeto para munir a comunidade de informações. “Nós percebemos que há uma carência geral, em todos os aspectos, e a informação é escassa. Então, conversando e trazendo palestras, nós estamos formando uma comunidade mais consciente”, afirma.

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O trabalho de cuidado e prevenção ao diabetes acontece em parceria com a Cáritas da Paróquia São José Operário, que fornece almoços saudáveis e cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade, conforme a coordenadora do grupo, Ales Pereira.

Comunidade aprende e sana dúvidas

Uma das participantes da palestra foi a pensionista Célia Fernandes da Silva, de 75 anos. Ela descobriu o diabetes há cerca de doze anos e há cinco anos passou a ter os pés diabéticos. “Criou tipo uns fungos e tive que arrancar a unha”, conta. O tratamento inclui o uso de medicação e cuidados com a alimentação.

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Célia relata que participa dos encontros promovidos pelas entidades desde o começo. “Escutando a gente vai, devagarinho, fazendo e acompanhando”, diz.

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