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VAI PESAR NO BOLSO

"Estamos desesperados": Comunidade reclama e se mobiliza contra aumento de 25,52% na conta de água

Aumento na tarifa de água tem movimentado a sociedade civil hamburguense

Publicado em: 21/01/2025 às 19h:13 Última atualização: 21/01/2025 às 19h:13
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A tarifa de água em Novo Hamburgo terá aumento de 25,52% a partir de 1º de fevereiro, o que tem provocado protesto de moradores e empresários. A revisão da estrutura tarifária foi autorizada pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan/RS).

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Nerci dos Reis diz que já economiza como pode  | abc+



Nerci dos Reis diz que já economiza como pode

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Com a alteração, a tarifa aplicada pela Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, autarquia da Prefeitura, passará de R$ 8,14 para R$ R$ 10,22 o metro cúbico de água consumida na categorias Empresarial Comercial (COM) e Empresarial Industrial (IND).

No caso da categoria Residencial Social (RA1, RA2 e RA3), a tarifa sobe de R$ 2,89 para R$ 3,63. Para esta categoria, o consumo que exceder 15 metros cúbicos será tarifado como categoria Residencial Básica, que passa de R$ 7,19 para R$ 9,02, mesmo valor aplicado para os consumidores da categoria Empresarial Comercial (C1).

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Apesar do receio de que um aumento no preço dos produtos afaste ainda mais a demanda, empresários já reconhecem que o repasse da alta na conta de água será inevitável. “Não há outra saída a não ser planejar o repasse dos aumentos para os clientes”, diz o proprietário de um restaurante no Centro do município, Nerci dos Reis, de 49 anos.

Atualmente, o empresário gasta cerca de R$ 450 por mês com água, mas projeta que o valor subirá entre R$ 520 e R$ 550. O consumo inclui higienização de utensílios, preparação de alimentos e uso dos banheiros, que são disponibilizados inclusive para não clientes. “O momento é complicado: estamos no meio das férias escolares, o movimento já é menor, e agora vem mais isso”, lamenta. 

Segundo Nerci, o funcionamento do restaurante depende diretamente da água e da energia, que juntas representam quase 20% dos gastos totais do negócio. “Estamos desesperados com esse reajuste logo no começo do ano, quando a demanda cai.”

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Comunidade pede explicações

O aumento na tarifa de água tem movimentado a sociedade civil hamburguense. Integrantes do grupo Pensando Novo Hamburgo estiveram, na segunda-feira (20), reunidos com o presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Coller (PP), para buscar uma intervenção sobre o aumento. O principal argumento do grupo é a prorrogação do decreto de calamidade pública, que reforça o cenário financeiro difícil da cidade.

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A coordenadora-geral do Pensando Novo Hamburgo, Rosana Oppitz, considera a revisão da tarifa abusiva e desconexa com a realidade do contribuinte. “Não entendemos como um município com contenção de despesas e decreto de calamidade pública estendido pode apresentar uma conta ao contribuinte que, na verdade, é uma renegociação da dívida com a Corsan. Por que o contribuinte precisa pagar essa conta?”, questiona.

A esperança do grupo é que, ao longo dos próximos dias, a situação possa ser contornada ou suspensa até se encontrar um valor que seja mais próximo da realidade dos consumidores. “Fomos muito bem recebidos pelo presidente da Câmara, que de imediato fez contato com a administração da Comusa e repassou a nossa demanda. Estamos positivamente acreditando que podemos encontrar um caminho benéfico para todos”, afirma Rosana.

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