A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo reorganizou os atendimentos do Hospital Municipal de Novo Hamburgo após a unidade águia ser atingida por um incêndio na tarde de segunda-feira (20). O local, que foi interditado após o incidente, causado por um paciente psiquiátrico, precisará passar por reformas. A previsão é de que continue fechado por, no mínimo, 30 dias, até o restabelecimento da unidade.
Além disso, as cirurgias eletivas para pacientes que aguardam em casa seguem temporariamente suspensas. Já as visitas a pacientes internados no hospital foram retomadas na manhã desta terça-feira (21) e estão liberadas, conforme os horários estabelecidos por cada unidade de internação.
Conforme o diretor de Gestão Hospitalar, Sandro Cassiano, as equipes técnicas consideram a possibilidade de uma reforma integral da unidade. “Nós já temos um projeto em andamento para uma reforma completa da ala. Estamos vendo agora a atualização de custos, já que é um projeto de 2023. Caso seja aprovada a execução da obra, o prazo de conclusão seria de seis meses”, explica.
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As tratativas já estão sendo negociadas com o prefeito Gustavo Finck e equipes técnicas, que analisam a viabilidade. Se for aprovado, o Município buscará recursos junto aos governos do Estado e Federal. O custo para a reforma de toda a unidade é estimado em R$ 1,8 milhão.
Com o local interditado, os 30 pacientes internados na ala atingida foram realocados para outros setores do Hospital, sendo que sete foram transferidos para hospitais de cinco cidades da região: Três Coroas, Dois Irmãos, Estância Velha, Taquara e Portão. As pessoas que estavam no momento do incêndio, tanto as que aguardavam atendimento, quanto funcionários, não sofreram complicações relacionadas à inalação da fumaça.
Realocação dos leitos psiquiátricos
Outra questão levantada pela administração do Hospital Municipal é em relação a troca do setor onde são internados pacientes psiquiátricos. Atualmente, a instituição conta com 11 leitos psiquiátricos e um de contenção (onde ocorreu o incêndio).
Conforme Cassiano, após o incidente, a direção está discutindo a troca para outro espaço, para evitar esse tipo de ocorrência. “Estamos avaliando um outro local que seja mais seguro, tanto para os pacientes psiquiátricos, tanto para outros pacientes que estão recebendo ou aguardando atendimento”, afirma.
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