A conclusão da segunda passarela de pedestres construída junto ao complexo de viadutos da Scharlau permitiu ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) retirar a última sinaleira que ainda permanecia em funcionamento no km 0 da RS-240, em São Leopoldo, próximo ao entroncamento com a BR-116.
O equipamento, localizado nas imediações da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, foi removido no início desta semana. A sinaleira havia sido mantida em operação para garantir a travessia segura dos pedestres enquanto a segunda passarela prometida para o local não era concluída.
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A retirada do sinal representa o encerramento de uma etapa prevista desde o início das obras do complexo de viadutos da Scharlau. Antes da remodelação viária, seis sinaleiras regulavam o fluxo de veículos e de pedestres no trecho. Com a construção dos viadutos e das melhorias viárias no entorno, todos os semáforos foram eliminados e agora os motoristas têm fluxo livre em ambos os sentidos da rodovia.
Travessia de pedestres sob viaduto é fechada
Com a desativação da sinaleira, o vão que permitia a passagem dos pedestres sob o viaduto da RS-240 também foi fechado nesta terça-feira (16). No local, foram instaladas defensas metálicas para impedir a travessia de pessoas de um lado para o outro. Nesta quarta-feira (17), equipes do Consórcio BR-116 Norte davam sequência aos trabalhos de isolamento da área, com o plantio de grama no espaço anteriormente utilizado para a travessia.
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Isso porque os pedestres devem cruzar a rodovia, a partir de agora, exclusivamente por uma das duas passarelas existentes no trecho, que estão cerca de 300 metros distantes uma da outra. Embora a mudança exija adaptação, moradores e motoristas avaliam positivamente a retirada da sinaleira e a utilização das passarelas.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Morador da Scharlau, Peluís Tonelli, de 71 anos, considera que a mudança aumenta a segurança de quem atravessa a rodovia. “Com esse abre e fecha da sinaleira que existia, sempre tive medo de alguém ainda ser atropelado, porque os motoristas vinham rápido e nem sempre observavam direito o sinal. É bom que feche mesmo e que o pessoal aprenda a passar pela passarela, é um pouco mais difícil, mas é mais seguro”, afirma.
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Já o caminhoneiro Sérgio dos Santos, 53, destaca os reflexos da mudança para o trânsito. “Pra nós, motoristas, ficou muito bom. Vinha causando muito congestionamento daqui até a BR-116. Claro que fica mais complicado para alguns pedestres por causa da distância entre uma passarela e outra, mas o pessoal vai ter que se acostumar. É uma questão de segurança para todos”, avalia.