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OPINIÃO E CURIOSIDADES

PELA COPA: craques correspondem, a admiração de Messi e a atuação da Argentina

Aquilo que acontece dentro e fora de campo durante o Mundial de 2026

Ermilo Drews
Publicado em: 18/06/2026 às 07h:00 Última atualização: 17/06/2026 às 20h:40
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Craques deram cartão de visitas
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A finaleira da última rodada da primeira fase da Copa do Mundo foi um bálsamo pra quem gosta de futebol. No geral, teve entrega de quem se espera muito. Mbappé e Olise fizeram a diferença para a França no segundo tempo contra Senegal. Haaland foi outro que confirmou suas credenciais na estreia dele na Copa, estufando a rede duas vezes. Assim como Harry Kane, que fez dois no ótimo jogo da Inglaterra (candidata ao título) contra a Croácia. Já CR7 foi a decepção dos últimos dias, ao não marcar contra a República do Congo.

Mas, obviamente, o assunto virou Messi depois da exibição exuberante que o 10 da Argentina teve contra a Argélia. Tudo bem que o filho do Zidane deu uma mão, mas dá, sim, pra dizer que Messi farmou aura! (se não é mais guri, dá um Google que vai entender). Aos 38 anos, fez o primeiro hat-trick em Copas e empatou com Klose na artilharia dos mundiais, superando Ronaldo Fenômeno. E, como um craque reconhece outro, Messi, com a humildade habitual, contemporizou o feito. “Embora eu esteja orgulhoso de competir com todos eles, isso não significa nada para mim. Ronaldo, dos que vi jogar, foi um dos maiores e não é o primeiro. Então são só estatísticas.”

Messi se destacou na estreia | abc+



Messi se destacou na estreia

Foto: Divulgação/AFA

Quem viu, concorda

Quem acompanhou a carreira de Ronaldo concorda com Messi. O pessoal da geração 40+ lembra das transmissões da Bandeirantes dos jogos do Barcelona na década de 90, quando ele arrastava os adversários pelo meio de campo até pedalar na frente do goleiro e tocar para as redes. Parecia um adulto jogando contra meninos de 7, 8 anos. Era uma força da natureza.

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Passagem de bastão

Nostalgia de lado, a passagem de bastão está em excelentes mãos. Messi deixou de ser um ganhador de Bola de Ouro para virar uma lenda com o desempenho da Argentina nos últimos anos. Não tem movimentos acrobáticos de Ronaldinho Gaúcho, a força física do Fenômeno, a obsessão de Cristiano Ronaldo. Tudo o que ele faz já parece previsível e simples. O domínio fácil, a bola colada ao pé na arrancada, o chute seco no canto… Mas ao fazer magistralmente o simples e ser constante, Messi virou o maior da Argentina, o Goat de sua geração e rivaliza com Pelé como o melhor da história. Só faltariam mais duas Copas…

Mbappé fez dois contra Senegal | abc+



Mbappé fez dois contra Senegal

Foto: @k.mbappe

Entrará para a história

O precoce Mbappé, que inevitavelmente vai substituir Messi na artilharia das Copas, tem faro de gol e deve empilhar premiações individuais e coletivas na próxima década (será que Yamal o alcança?). O francês, sim, pode alcançar Pelé no número de Copas. Só o distanciamento histórico para saber se um dia o rei será “deposto”. Quanto mais postulantes ao título, melhor para o futebol.

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Não é só Messi

Que Messi é o cara da Argentina, ninguém discute. Mas o time vai muito além dele. Como disse na coluna anterior, o meio-campo fez (e segue fazendo) a diferença para os argentinos. E isso ficou evidente contra a Argélia, na melhor apresentação de uma seleção ao lado da Inglaterra (que teve um confronto mais duro).
Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister têm intensidade, controlam a bola, fazem o jogo andar, dão passes que rompem linhas. Ainda tem Almada, aquele da Libertadores pelo Botafogo, que ajuda a compor o meio. No banco, Paredes, Lo Celso (que surgiu naquele Rosário Central que eliminou o Grêmio na Libertadores de 2016), Palacios, Nico Paz… Olhando pra nossa seleção, dá uma inveja.

Messi é líder dentro e fora de campo | abc+



Messi é líder dentro e fora de campo

Foto: @afaseleccion

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Hierarquia

Somado ao talento, especialmente no meio, a Argentina tem algo que faz a diferença num time: o respeito à hierarquia. Todos sabem que Messi é o melhor, por isso, ninguém se importa em jogar sem a bola por ele. Não tem estrelismo. Exemplo disso é a relação de De Paul com Messi, que atua como um “guarda-costas” do camisa 10, tanto em campo, quanto fora dele. Quando cada um entende a sua função e a importância dela para o coletivo, o jogo anda.

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