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INCENTIVO

Estudantes do EJA de Novo Hamburgo aprendem na prática noções de empreendedorismo

Feira da Economia Solidária da EMEB Maria Quitéria transforma trabalho informal em oportunidade para pequenos negócios

Publicado em: 07/10/2025 às 20h:40 Última atualização: 08/10/2025 às 08h:05
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Mesmo diante das dificuldades, os estudantes do EJA da EMEB Maria Quitéria, no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo, não temem os desafios nem se intimidam com o novo. A aluna de 67 anos, Maricia Velasquez, faz parte desse grupo que retornou aos estudos com o objetivo de aprimorar o que já faz no dia a dia — o empreendedorismo — e aprender o que ainda não domina: informática.

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Estudantes tem a oportunidade de comercializarem produtos em Feira da Economia Solidária | abc+



Estudantes tem a oportunidade de comercializarem produtos em Feira da Economia Solidária

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

A estudante já participa de feiras no bairro, comercializando alimentos como pizzas e outros lanches. Em busca de ampliar seus conhecimentos no ramo dos negócios, voltou a estudar este ano no EJA. Para sua surpresa, a base curricular inclui noções de empreendedorismo, algo que ela já pratica há anos.

A escola ainda proporcionou outra experiência a Maricia: a Feira de Economia Solidária, realizada na segunda-feira (6), na própria EMEB Maria Quitéria. Os alunos tiveram a oportunidade de comercializar produtos que já fazem parte de seus negócios, como alimentos coloniais, materiais de limpeza, roupas e lanches.

Mas a vontade de aprender vai além. Mesmo enfrentando dificuldades com as tecnologias, Maricia diz estar animada para adquirir novas habilidades.

“Esse negócio de informática eu não entendo nada. Meu telefone é o mais simples, sem WhatsApp, porque não consigo mexer. Por isso quero tanto aprender”, contou.

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Assim como Maricia, outras estudantes também ingressaram no EJA em busca de realização pessoal e de oportunidades que, no passado, lhes foram negadas. É o caso de Larissa Borba, de 24 anos, que nunca havia empreendido e encontrou na escola a chance de comercializar produtos cultivados na propriedade da sogra.

“Nunca participei de feiras nem tive um negócio próprio. É a primeira vez que vendo algo, e estou gostando muito. Sempre admirei quem comercializava seus produtos e tinha vontade de tentar. Quando nosso professor apresentou o projeto, resolvi arriscar”, relatou.

Feira é a porta para estudantes mostrarem seu potencial

De acordo com a diretora da escola, Tatiane Kremer, a iniciativa permite que os alunos revelem suas habilidades, colocando em prática o que aprendem em sala de aula. “Esse foi um projeto-piloto, mas a ideia é repeti-lo”, afirmou.

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A diretora também destaca a importância do EJA como ferramenta transformadora na vida de jovens e adultos que retomaram os estudos. Para apoiar esse aprendizado, a escola busca atender às necessidades dos alunos e garantir que o ensino possa ser aplicado no dia a dia.



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