No dia 29 de outubro de 2024, a vida da família Gonçalves da Silva, de Novo Hamburgo, mudou para sempre. Em uma viagem que deveria ser de lazer rumo ao litoral, um acidente trágico interrompeu os planos e transformou a realidade de todos, especialmente a do pequeno Joaquim Gonçalves da Silva, de apenas 2 anos, que segue hospitalizado.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Um criminoso fugindo da polícia em um carro roubado invadiu a contramão da RS-239, em Parobé, colidindo de frente com o veículo da família. O impacto foi devastador e Joaquim sofreu uma fratura grave na medula espinhal, o que o deixou tetraplégico. Desde então, ele está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde depende de ventilação mecânica e alimentação via sonda.
Luta diária pela recuperação
Há três meses, a rotina da família é marcada por visitas diárias ao hospital, uma tarefa que custa cerca de R$ 3.500 mensais apenas em combustível, fora estacionamento. Com o carro da família destruído no acidente, eles precisam alugar um veículo para se deslocar. Além disso, com Cristiano e Camila dedicados integralmente ao cuidado dos filhos, os dois estão sem renda e o trabalho ficou em segundo plano. No carro também estavam os irmãos, um menino de 9 e uma menina de quatro anos.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
O retorno de Joaquim para casa depende de uma série de adaptações que estão em andamento. “Onde era a garagem, nós estamos construindo um quarto para ele, que na verdade será uma UTI, porque ele precisa ficar 24 horas por dia conectado a aparelhos. Então também terá banheiro adaptado junto do quarto para que ele e os médicos possam usar”, conta o pai Cristiano Gonçalves da Silva.
No cômodo serão necessárias 12 tomadas para os equipamentos e um gerador que garanta energia constante, já que uma queda de luz pode ser fatal. “Ele precisa de energia o tempo todo para os equipamentos. E uma falta de luz vai se tornar uma emergência, então precisamos desse gerador, ainda nem sabemos quanto custa, e não pode ser qualquer um, precisa ser um que não faça barulho porque ele ainda é um bebê. Fomos a RGE e eles falaram que não podem fornecer, o máximo que podem fazer é dar prioridade à nossa rua quando acontecer uma falta de luz, mas isso não é suficiente”, explica a mãe Camila Gonçalves.
O restante da casa também passa por reforma para que Joaquim tenha acesso total à residência e possa conviver com os outros irmãos. “Além do quarto novo, todas as portas da casa precisaram ser adaptadas, com a largura de 90 centímetros. Ele é muito apegado aos irmãos, então precisamos deixar a casa de um jeito que ele possa ir ver um filme com eles, ficar junto em outros locais. Nossa vida mudou para sempre, mas precisamos dar o melhor a ele”, acrescenta Cristiano.
Necessidades além da reforma
Além do gerador, Joaquim precisará de leite especial, equipamentos como cadeiras de rodas adaptadas, botas e luvas ortopédicas para prevenir a atrofia dos músculos, e todos esses itens precisam ser ajustados conforme ele cresce. “A cadeira de rodas custa cerca de R$ 5 mil, e as botas e luvas são feitas sob medida. Vamos precisar trocá-los frequentemente, o que gera um custo contínuo”, explica Cristiano.
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Atualmente, os gastos de Cristiano e Camila também incluem o pagamento de outras pessoas de confiança para ficarem no hospital com Joaquim quando os dois precisam cumprir outros compromissos, seja com os outros dois filhos, ou, principalmente, na reforma da casa. Profissionais como fisioterapeutas e fonoaudiólogos também precisarão ser contratados.
Com o sistema imunológico comprometido, Joaquim é vulnerável a infecções que podem ser fatais. A família enfrenta desafios diários, desde os cuidados no hospital até a reforma da casa, tudo isso sem poder contar com uma renda fixa.

Foto: Arquivo Pessoal
Como ajudar
Diante dessa realidade, a família pede a ajuda da comunidade para garantir que Joaquim possa ter uma vida digna em casa. Qualquer doação, seja financeira ou de equipamentos necessários, será essencial para que eles possam enfrentar esse difícil momento.
Quem quiser ajudar pode fazer doações para a conta pix através do e-mail milla.gremio@gmail.com. “Queremos o quanto antes ter ele de volta em casa e reunirmos a nossa família, e para isso contamos com a solidariedade da comunidade para termos ele novamente com a gente, recebendo os cuidados de que precisa. Somente depois de todas as reformas é que poderemos trazê-lo de volta”, finaliza o pai.