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NOVO HAMBURGO

Grande volume de espuma é visto na Casa de Bombas do bairro Santo Afonso

Prefeitura de Novo Hamburgo realizou vistoria no local na tarde desta quarta-feira (6)

Publicado em: 06/05/2026 às 17h:58 Última atualização: 07/05/2026 às 10h:59
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Nesta quarta-feira (6), a Casa de Bombas do bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, registrou um grande volume de espuma no canal responsável por conduzir a água até o Rio dos Sinos. A cena, inusitada, recebeu a vistoria de equipes da Secretaria de Meio Ambiente do município.

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Casa de Bombas no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, registra grande volume de espuma no canal responsável por conduzir a água até o Rio dos Sinos nesta quarta-feira (6) | abc+



Casa de Bombas no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, registra grande volume de espuma no canal responsável por conduzir a água até o Rio dos Sinos nesta quarta-feira (6)

Foto: Bruno Morais/GES-Especial

Conforme o biólogo Carlos Augusto Norman, a suspeita é de que o material esteja vindo de São Leopoldo, uma vez que o Arroio Gauchinho, após acompanhamento das equipes, não apresentou qualquer acúmulo semelhante.

“Somente vimos aqui nessa região (Casa de Bombas) todo esse acúmulo de espuma. Pode ser (em decorrência de) algum detergente de lavagem veicular, de lavanderia ou qualquer substância que provoque essas espumas”, explica.

Segundo o biólogo, o município vizinho já foi acionado para tentar resolver a situação. “Já fizemos contato com a Secretaria de Meio Ambiente de São Leopoldo para apurar o caso e verificar se tem algum empreendimento que lide com esses produtos químicos que podem causar essa espumação.”

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A reportagem do Grupo Sinos também acionou a equipe de Meio Ambiente leopoldense. Por volta das 17h50, a pasta informou que está no local e aguarda resposta do biólogo encarregado da análise.

Sem responsabilidade de fiscalizar o Rio dos Sinos, mas diretamente ligada ao monitoramento dele, o Comitesinos mostrou ciência da situação e indicou a possibilidade de “descarte de efluente com surfactantes” para ocasionar a cena, sem ser possível precisar o fator exato.

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Ainda, o Comitê ressaltou que, em situações como essa, cabe à Secretaria de Meio Ambiente a fiscalização do evento.

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Atualização:

Às 18h, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Leopoldo emitiu o seguinte comunicado:

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“A formação de espuma no curso hídrico imediatamente após a saída da casa de bombas está associada à elevada concentração de matéria orgânica e substâncias surfactantes presentes na água bombeada, potencializada pela intensa turbulência causada pelo bombeamento da água”.

Também foi veiculado em nota, mas através das redes sociais e referente à Prefeitura de Novo Hamburgo, a presença de materiais orgânicos causadores da espuma, e que técnicos do Município já trabalham para identificar o componente responsável por, junto a matéria orgânica, formar o efeito espumoso.

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Confira, a seguir, o trecho da nota:

De acordo com o geólogo da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (SMOPI), Glauber Giuliani, a formação de espuma está associada à elevada concentração de matéria orgânica e substâncias surfactantes presentes na água bombeada, potencializada pela intensa turbulência causada pelo funcionamento do sistema de bombeamento.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Anderson Bertotti, informou que o Município mobilizou técnicos para verificar a ocorrência. Conforme análise preliminar do biólogo Carlos Normann, o material observado não teria origem em Novo Hamburgo, mas estaria vindo do município de São Leopoldo.

Segundo Bertotti, a hipótese levantada pela equipe técnica é compatível com a presença de detergentes e outras substâncias misturadas à matéria orgânica, o que pode ocasionar a formação de espuma em cursos d’água. O secretário também explicou que esse tipo de fenômeno pode ocorrer naturalmente em determinados horários do dia, especialmente em períodos de maior uso doméstico de água.

“Esse tipo de situação costuma ocorrer em horários mais específicos, como início da manhã, meio-dia ou fim da tarde, quando há maior utilização de água em residências. O que chamou atenção foi justamente o horário em que ocorreu, por volta das 15 horas”, destacou.

Ainda conforme o secretário, a equipe técnica da Prefeitura entrou em contato com a equipe ambiental de São Leopoldo para reportar a situação e compartilhar as informações levantadas durante a averiguação.

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