Ídolo recente da história do Novo Hamburgo, o zagueiro Pablo carrega no currículo dois momentos marcantes com a camisa anilada: o título do Campeonato Gaúcho de 2017, o maior da história do clube, e a conquista da Divisão de Acesso de 2025.
Mesmo fora do clube nesta temporada, ele acompanha a caminhada do Noia até a final do Troféu Farroupilha, na qual enfrentará o São Luiz.

Foto: Jefferson Couto/ECNH
O primeiro confronto será disputado nesta segunda-feira (2), às 19 horas, no Estádio 19 de Outubro, em Ijuí. A partida decisiva está marcada para sexta-feira (6), às 20 horas, no Estádio do Vale.
Acompanhe a transmissão do pré-jogo, a partir das 17 horas, com a equipe da Rádio ABC 103.3 FM aqui
Final é jogo à parte
Ao projetar o duelo fora de casa, Pablo destaca que o principal desafio não está apenas no adversário ou no ambiente, mas no peso da decisão.
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“Final é jogo à parte. A gente costuma dizer no futebol que final não se joga, se ganha. Independentemente de jogar bem ou mal em Ijuí, o importante é buscar um bom resultado para decidir em casa e brigar pelo título diante da torcida”, afirma.
Para o defensor, o equilíbrio deve marcar o confronto. “As duas equipes não chegaram à final por acaso. Vai ser um jogo muito difícil e também muito bom de assistir.”
Pablo conhece bem o cenário em Ijuí. Em 2019, ele defendeu o próprio São Luiz e sabe das dificuldades de atuar no 19 de Outubro. Confiante, ele arrisca um palpite: “empate em 1 a 1 no primeiro jogo e vitória anilada por 2 a 1 no Estádio do Vale”, garantindo a taça ao Noia.
Base construída na Divisão de Acesso
Na avaliação do zagueiro, a campanha atual é reflexo direto do trabalho realizado no ano passado, quando o clube conquistou o acesso.
“O time de 2025 reflete muito no de 2026, porque boa parte do elenco permaneceu. Até jogadores que não vinham sendo tão utilizados ganharam oportunidades e estão fazendo um grande campeonato. O grupo já tinha uma base montada, e isso faz diferença. Chegar a mais uma final é mérito deles”, analisa.
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Capítulos marcantes na carreira
Ao relembrar as conquistas com a camisa anilada, Pablo fala com emoção. O título estadual de 2017 projetou seu nome no cenário gaúcho, enquanto o acesso de 2025 teve sabor de recomeço.
“O título de 2017 foi fundamental para a minha carreira. Foi ali que eu consegui reconhecimento no Rio Grande do Sul. Sou muito feliz por ter participado daquele momento histórico. Depois, voltar e ajudar o clube a retornar à primeira divisão também foi uma honra enorme.”
O carinho da torcida é algo que ele guarda com orgulho. “Graças a Deus, sou reconhecido como um dos ídolos recentes do clube. Isso, em uma instituição tão respeitada, me deixa muito feliz.”
Saída e torcida
Pablo admite que gostaria de ter permanecido para 2026, mas as conversas não avançaram.
“Eu queria ter continuado. O presidente falou comigo sobre a permanência, mas depois a situação não evoluiu. Faz parte do futebol. Deus sabe de todas as coisas.”
Mesmo à distância, ele comemora o momento vivido pelo clube, que também garantiu vaga na Série D, fator importante para o calendário e para a consolidação do projeto. Por fim, o zagueiro ressalta a força das arquibancadas.
“A torcida do Novo Hamburgo é apaixonada, está sempre presente”, afirma, lembrando que o adversário de hoje também tem força fora das quatro linhas.