Imigrantes que moram em Novo Hamburgo tiveram a oportunidade de regularizar seus documentos junto à Polícia Federal (PF). O atendimento ocorreu no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Primavera.
Além da regularização, os imigrantes também foram encaminhados para vagas formais de emprego. Conforme o gerente de Igualdade Social da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH), Jeferson Mendes, foram mais de 50 atendimentos durante o dia. “Estamos bem contentes com a participação.”

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Mendes explica que a grande maioria dos imigrantes vieram da Venezuela. No entanto, também há pessoas de origem cubana, argentina e uruguaia. “O foco é a visibilidade e os acessos dos imigrantes aos serviços essenciais. Garantindo o que está previsto na constituição”, reitera.
- LEIA TAMBÉM: “Tem que ter uma bravura gigantesca”: Moradora de Novo Hamburgo com câncer raro precisa de doações de sangue
O gerente afirma que eles são moradores de praticamente todos os bairros da cidade. “São Jorge, Canudos, Santo Afonso, Lomba Grande, Primavera, Operário e, principalmente, Boa Saúde.”
A busca pela Carteira de Registro Nacional de Imigração, que dá acesso aos serviços brasileiros, é a razão pela qual a procura costuma ser grande. “Com esse documento é possível registrar o CPF e Carteira de Trabalho, por exemplo.”
Dados
Na última sexta-feira (27), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados sobre a imigração no Brasil. O levantamento levou em conta a estatística de 2022, quando 1.110 estranheiros viviam na cidade.
Entretanto, o gerente da SDSH estima que, atualmente, mais de 2,3 mil imigrantes morem em Novo Hamburgo. “A grande maioria estava irregular ou sem os documentos em dia”, completa.
Procura por uma vida melhor
Mariris Aponte, 23 anos, chegou ao Rio Grande do Sul em 2024, vinda da cidade de San Felix, na Venezuela. Ela veio para o Brasil com o marido e o filho. “Viemos pela situação atual da Venezuela.” Ambos já estão trabalhando e adaptados e a ida até o Cras foi necessária para atualização de documentos.
Já Diselo Vasquez, 32 anos, chegou ao País em 2019, mas a primeira parada foi no Norte. “Fui primeiro para Manaus, três meses depois minha esposa e o filho mais velho chegaram.” Em 2023, já com o segundo filho nascido em solo manauara, se mudou para Nova Araçá, no Rio Grande do Sul.
Um ano depois, nova mudança, desta vez para Novo Hamburgo. “O nosso terceiro filho, de 9 meses, já nasceu aqui. É gaúcho.”
Por fim, África Gutierrez, 38 anos, está procurando emprego e foi ao Cras em busca da documentação necessária. “Estou há dois meses em Novo Hamburgo”, completa.
LEIA TAMBÉM