abc+

NOVO HAMBURGO

Inquérito concluído: Idosa é indiciada por enviar cão morto para gabinete de vereadora

Polícia de Novo Hamburgo revelou o motivo do protesto inusitado e descartou crime de ameaça; motorista de aplicativo não sabia o que estava na caixa

Publicado em: 09/07/2026 às 17h:59 Última atualização: 09/07/2026 às 18h:11
Publicidade

Nesta quinta-feira (8) a Polícia Civil de Novo Hamburgo concluiu a investigação que apurou o envio do cachorro morto em uma caixa para o gabinete na Câmara de Vereadores da parlamentar Deza Guerreiro (PP).

Publicidade

O inquérito encerrado pelo delegado Rafael Sauthier, indiciou uma mulher de 64 por injúria real – quando o objetivo principal do agressor não é lesionar o corpo, mas sim atingir a honra e a autoestima da vítima através da humilhação – descarte irregular e transporte irregular de carcaça de animal e maus-tratos aos animais por omissão.

Veja também: Defensoria Pública de Gramado faz inspeção no Canil Municipal e abrigo passará por mudanças; entenda

Deza recebeu a caixa com o cão e um bilhete irônico | abc+



Deza recebeu a caixa com o cão e um bilhete irônico

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Em seu depoimento, a acusada contou que o cão da raça pinscher morreu após ser atacado por cachorros comunitários que vivem próximos à sua casa. “Neste mesmo dia, ela ligou para o vice-prefeito relatando o ocorrido. Tentou tratar o animal, limpando as feridas e ministrando dipirona. Porém, alega falta de condições financeiras para levar o animal para tratamento veterinário”, descreve o inquérito. A mulher ainda justificou que havia gastado significamente com a própria saúde recentemente.

A encomenda

O animal veio a óbito na madrugada de domingo (5). Na segunda (6) pela manhã, a indiciada contratou o carro de aplicativo e pediu que o motorista realizasse a entrega de uma caixa na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo destinada a Deza, que ao abrir a caixa, se deparou com o cadáver do cachorro.

Publicidade

O inquérito ressalta que o motorista do aplicativo não teve qualquer envolvimento na ação e desconhecia o conteúdo da caixa.

“ A remessa da carcaça do animal foi uma forma de protesto pela omissão -pela ótica da acusada- do poder público em relação à questão dos cães comunitários, que segundo a acusada, já teriam atacado e matado outro animal de uma vizinha”. Segundo o depoimento da acusada, eles já teriam atacado e matado outro animal de uma vizinha.                                                                                                       

Consta nos autos que nem a vereadora nem a Prefeitura de Novo Hamburgo nem a vereadora têm registros registros de protocolo de reclamações anteriores tanto na prefeitura quanto no gabinete da vereadora no que se refere ao problema dos cães comunitários.

Publicidade

Leia também: Projeto mobiliza mutirão de estudantes da Escola Frederico Schmidt para doar sangue 

Porém, diante dos depoimentos, o crime de ameaça não foi configurado, já que a acusada agiu não como uma forma de intimidar a vereadora, mas sim como uma forma de protesto. A indiciada não possui antecedentes criminais.

Publicidade

Publicidade