O Posto de Coleta de Sangue do Centro Capilé recebeu mais um bonito ato de amor e solidariedade na manhã desta quinta-feira (9). Um grupo de cerca de 45 pessoas fez parte do primeiro mutirão de doação de sangue Vida em Circulação: Educação, Ciência e Solidariedade, promovido pela Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt, de São Leopoldo.
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Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
O projeto, desenvolvido pela professora de Biologia Ana Cláudia da Silva Triches, visa trabalhar o tema em sala de aula e despertar sentimentos como empatia e responsabilidade social nos estudantes. “Eles trabalham isso no terceiro ano, a genética dos grupos sanguíneos, então a gente contextualiza com a realidade deles”, resumiu a professora, que executou o mesmo projeto durante três anos na Escola Estadual de Ensino Médio Villa Lobos, onde lecionava anteriormente.
No total, 120 voluntários fazem parte desta edição do projeto. Na primeira leva, que doou sangue nesta quinta, alunos do 3º ano da instituição, além de ex-alunos do Villa Lobos e até pais de alunos estiveram presentes.
“Precisávamos desse gás”
Ana Cláudia destacou que o projeto completo foi enviado à 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que autorizou a ação. Os participantes, todos maiores de 16 anos, passaram por uma pré-triagem, orientada pela professora, com verificação de critérios como idade, peso e presença de doenças crônicas. Os alunos com 16 e 17 anos também levaram autorização assinada pelos pais para doar sangue.
No Centro Capilé, eles passaram por nova triagem e, após, foram atendidos pela equipe do Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs). No total, 41 bolsas de sangue foram coletadas. “Estamos bem felizes. Precisávamos desse gás”, resumiu a enfermeira do local, Bruna de Melo, lembrando que as coletas no posto leopoldense são feitas duas vezes por mês – a próxima deve ocorrer no dia 31 de julho.
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Doando pela primeira vez
Aluno do 3º ano de Eletromecânica, Bernardo Schutz, 18 anos, foi doar sangue pela primeira vez nesta quinta-feira, em função da iniciativa. “A professora Ana Cláudia apresentou o projeto pra gente e vários bons motivos para vir doar sangue, como o fato de que podemos ajudar a salvar vidas. O pessoal se interessou bastante, porque é um projeto legal”.
O fato de ter um doador assíduo na família foi um inventivo a mais para Otávio Fernandes, 17 anos, também do 3º ano de Eletromecânica. “A professora falou sobre esse trabalho e meu avô também é doador de sangue e me contou sobre como é”, iniciou. “Quando doamos sangue, ajudamos as pessoas que precisam, por isso, além de hoje, quero doar outras vezes.”
Ex-alunos e pais também participaram da ação
João Vitor da Silva de Almeida, 19 anos, participou do projeto duas vezes quando estudava no Villa Lobos. “Só não doei sangue ano passado porque fiz tatuagem, então tive que esperar, mas agora que deu o tempo certo, vim fazer de novo. Entrei em contato com a professora e bateu as datas”.
Mãe de uma ex-aluna da Escola Villa Lobos, Ana Graziela Ribeiro da Silva, 40 anos, também participou do projeto, junto com a filha, quando ele estava sendo executado no colégio. “Como já ficamos doando depois disso, eu vim participar de novo”, contou Ana. “A professora entrou em contato com a minha filha e entramos no grupo. Ela não pode vir hoje, mas virá numa próxima ação”, acrescentou a moradora do bairro Scharlau.
Para agosto, a professora Ana Cláudia pretende levar a iniciativa também ao Centro Estadual de Educação Profissional Visconde de São Leopoldo, conhecido como Escola Agrícola. “Eles estão me pedindo. E isso é incentivo: a gente precisa incentivar eles, que estão cheio de saúde, que realmente podem.”