Mais de 700 inscritos participam do Congresso Regional Escoteiro 2026 neste sábado e domingo (dias 28 e 29), em Novo Hamburgo. O evento, promovido pelos Escoteiros do Brasil – Região do Rio Grande do Sul, ocorre no salão de atos do campus 2 da Universidade Feevale, localizado no prédio lilás, e reúne mais de 40 atividades focadas na formação de lideranças do escotismo.
Entre os temas abordados estão saúde mental, proteção infantojuvenil, gestão de projetos, cases de crescimento do escotismo e oficinas sobre o Programa Educativo dos Escoteiros do Brasil, entre outros. O evento conta ainda com estrutura de apoio para alojamento e transporte e tem como proposta a troca de experiências e aprendizagens.
A diretora financeira do grupo escoteiro Hans Staden, Dirlene Cunha, informa que as ações deste ano ocorrem dentro do tema Identidade Escoteira.
“O congresso é um momento muito importante do escotismo que acontece todo ano. Esse tema abarca os benefícios que o escotismo traz: o protagonismo dos jovens, mais contato com a natureza, sair um pouco das telas, ter contato com a aventura, aprender a tomar decisões e fazer seu planejamento, seu programa de vida… isso é a identidade escoteira”, afirma Dirlene.
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As ações desenvolvidas dentro do escotismo integram o Programa Educativo possa ser trabalhado nas seis áreas de desenvolvimento: físico, intelectual, social, afetivo, espiritual e de caráter, com base nas características individuais de cada fase, segundo informações do Escoteiros do Brasil.
Identidade Escoteira
A estudante de psicologia Eduarda Wozniak Ritter, de 21 anos, é escoteira desde os 11 pelo grupo Hans Staden. Ela conta que foi influenciada por meio de um desenho animado que assistia na infância.
“Foi engraçado porque eu não sabia que o escotismo existia de verdade. Eu estava assistindo a Princesinha Sofia na época e perguntei à minha mãe se era de verdade e ela disse que sim. Então a gente foi atrás, eu conheci o Hans Stadens e me encantei pelo movimento”, conta.
“A gente se encontra todos os sábados e das 14h às 17h temos atividades lá. Mas durante a semana eu faço ações também em prol da minha progressão escoteira, na qual trabalhamos durante a semana”, continua.
Para Eduarda, o escotismo vai além de um conjunto de ações feitas no dia a dia: é também uma lição de vida. “É muito importante na formação dos jovens. Ele forma líderes e pessoas que querem melhorar o mundo, transformá-lo em um lugar melhor, além de cidadãos que sejam funcionais para a sociedade”, destaca.
“É um movimento sem fins lucrativos e ensina a valorizar não só os bens materiais, mas os valores além disso. A maior lição que aprendi é a pensar mais no bem da comunidade para que os outros se sintam bem”, prossegue..
O videomaker e fotógrafo Kauã Welter, de 20 anos, do mesmo grupo que Eduarda, conheceu o escotismo na infância, através de um amigo.
“Eu comecei com seis anos, que era a idade permitida na época. Entrei por indicação de um amigo que já fazia. Ele estava na minha casa e falou ‘bah, eu tenho que ir embora, tenho que ir pro escotismo’, e naquele final de semana mesmo eu fui junto com ele conhecer”, lembra.
“Hoje em dia o escotismo é uma das coisas mais importantes da minha vida. Faço muita coisa dentro do movimento e até a minha profissão hoje veio por conta do que eu aprendi. Ele ensina muita coisa, as pessoas que tu conhece se tornam uma família, e as pessoas estão sempre dispostas a ajudar”, finaliza, acrescentando que agora integra a equipe regional de comunicação.